Penetrando com o pensamento no conjunto da descrição em Gn 2, 18-25 e interpretando-o à luz da verdade sobre a imagem e semelhança de Deus, podemos compreender ainda mais plenamente em que consiste o carácter pessoal do ser humano, graças ao qual ambos – o homem e a mulher – são semelhantes a Deus. Cada homem é à imagem de Deus enquanto criatura racional e livre, capaz de conhecê-l’O e amá-l’O. O homem só pode existir como «unidade dos dois», e portanto em relação a uma outra pessoa humana. Trata-se de uma relação recíproca. Ser pessoa à imagem e semelhança de Deus composta, pois, também um existir em relação, em referência ao outro «eu». Isto preludia a definitiva auto-realização de Deus uno e trino: unidade viva em comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
In Mulieris dignitatem, nº 7
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