Bem Vindo

Este blogue foi criado para partilhar frases e textos que me têm marcado. Estes tenho encontrado em livros, na Internet, em jornais... Se quiseres comentar para partilhares o que te dizem, sente-te à vontade. Também podes expressar os teus gostos em cada post, mas peço-te que votes apenas uma vez em cada post. Volta sempre porque todos os dias vou adicionar um pensamento novo.
Se quiseres que alguma das tuas meditações faça parte deste blogue ou se encontras-te alguma que penses que possa ser adicionada a este blogue agradeço que a envies para fabiopedro100@gmail.com que eu adicioná-lo-ei com muito gosto.
Nunca te esqueças que pensar faz bem a todos e sejam felizes =)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Adoração Eucarística, coisa de velho... jovem gosta é de outras coisas!


sábado, 8 de dezembro de 2012

Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os factores que destroem os seres humanos. Ele respondeu:
- o prazer, sem compromisso;
- a riqueza, sem trabalho;
- a sabedoria, sem carácter;
- os negócios, sem moral;
- a ciência, sem humanidade;
- a oração, sem caridade;
- a política, sem princípios.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

«A sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos. A razão humana, por si só, é capaz de ver a igualdade entre as pessoas e estabelecer uma convivência cívica entre elas, mas não consegue fundar fraternidade»
In Caritas in veritate, nº 19

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

É consternador ver uma globalização que dificulta cada vez mais as condições de vida dos pobres, que em nada contribui para resolver a fome, a pobreza e o desequilíbrio social, e que espezinha o ambiente. Estes aspectos da globalização podem levar a contrárias relações extremas, como o nacionalismo, o fanatismo religioso e até o terrorismo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

«E tudo aquilo está contido no conceito de "capital", num sentido estrito do termo, é somente um conjunto de coisas. Ao passo que o ser humano, como sujeito do trabalho que faz, ele, o ser humano, e só ele, é uma pessoa.»
In Laborens exercens, nº 12

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Os três adventos de Cristo

Há três adventos do Senhor: o primeiro pela carne, o segundo pela alma e o terceiro pelo julgamento. O primeiro aconteceu a meio da noite, segundo as palavras do Evangelho: «A meio da noite, ouviu-se um brado: 'Aí vem o noivo, ide ao seu encontro!'» (Mt 25,6). E esse primeiro acontecimento já se deu, pois Cristo foi visto na terra e conversou com os homens (cf. Br 3,38).
Estamos agora no segundo advento, desde que estejamos de forma que Ele possa vir até nós, pois Ele disse que se O amarmos Ele virá e fará de nós Sua morada (cf. Jo 14,23). Este segundo advento está pois, para nós, envolto em incerteza, pois quem, senão o Espírito de Deus, conhece aqueles que são de Deus? (cf. 1Co 2,11) Aqueles em quem o desejo das coisas celestes transporta para fora de si próprios sabem bem quando Ele virá; contudo, eles «não sabem de onde vem nem para onde vai» (Jo 3,8).
Quanto ao terceiro advento, é certo que acontecerá, mas é muito incerto quando, pois nada é mais certo que a morte e nada mais incerto que o dia da morte. «Quando disserem: 'Paz e segurança', então se abaterá repentinamente sobre eles a ruína, como as dores de parto sobre a mulher grávida e não poderão escapar» (cf. 1Ts 5,3). Assim, o primeiro advento foi humilde e escondido, o segundo é misterioso e cheio de amor, o terceiro será estrondoso e terrível. No seu primeiro advento, Cristo foi julgado injustamente pelos homens; no segundo faz-nos justiça, através da Sua graça; no último julgará todas as coisas com equidade — Cordeiro no primeiro advento, Leão no último, Amigo cheio de ternura no segundo.

sábado, 1 de dezembro de 2012

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

«Uma democracia sem valores converte-se facilmente num totalitarismo aberto ou dissimulado, como a história demonstra.»
In Centesimus annos, nº 46

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

«É conveniente salientar o papel preponderante que incumbe aos leigos, homens e mulheres… A eles compete animar, com espírito cristão, as realidades temporais, e testemunhar, nesse campo, que são colaboradores da paz e da justiça.»
In Sollicitudo rei socialis, nº 47

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

«Não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital.»
In Rerum novarum, nº 9

terça-feira, 27 de novembro de 2012

«Compete sobretudo aos fiéis leigos formados na escola do evangelho intervir directamente na acção social e política.»
In Verbum Dominni, nº 101

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Que o Senhor nos ajude a redescobrir o caminho da beleza como um dos itinerários, talvez o mais atraente e fascinante para conseguir encontrar e amar a Deus.

domingo, 25 de novembro de 2012

«O homem precisa de ser novamente educado para se maravilhar, reconhecendo a verdadeira beleza que se manifesta nas coisas criadas.»
In Verbum Dominni, nº 108

sábado, 24 de novembro de 2012

«A Igreja compartilha com os homens do nosso tempo um profundo e ardente desejo de vida justa, sob todos os aspectos. Não deixa de fazer objecto de reflexão os vários aspectos da justiça exigida pela vida dos homens e das sociedades.»
In Dives in Misericordia

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Vós vos empenhais, e bem, pela manutenção da saúde do ambiente, das plantas e dos animais. Empenhai-vos ainda mais decididamente pela vida humana, que na hierarquia da Criação está acima de todas as realidades criadas do mundo visível!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Não se pode confundir a confissão com a abertura a um irmão. A confissão é prestada ao Senhor do Céu e da Terra, na presença de uma pessoa encarregada disso.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Na Terra, no Céu está por toda a parte onde as pessoas estão cheias de amor a Deus, ao seu próximo e a si mesmas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

«Perante a crueldade do capitalismo, que reduz o ser humano a mercadoria, compreendemos novamente o que Jesus queria dizer com a advertência perante a riqueza, a divindade "mammon" que destrói o ser humano, que agarra pelo pescoço grandes partes do mundo.»
In Jesus de Nazaré

domingo, 18 de novembro de 2012

Toma em consideração, quando adquirires e utilizares um objecto, que ele é um produto de trabalho humano, e que tu, consumindo-o, destruindo-o ou prejudicando-o, destróis esse trabalho e, assim, consomes vida humana.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Onde não existem bens, também não há alegria em dar; aí ninguém pode ter o prazer de ajudar, nas suas carências, os amigos, os viandantes e os doentes.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

domingo, 11 de novembro de 2012

Mensagem da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios para a Semana dos Seminários 2012


SACERDOTE, IRMÃO NA FÉ E SERVIDOR DA FÉ DOS IRMÃOS

1. A Semana dos Seminários, de 11 a 18 de Novembro de 2012, oferece aos fiéis uma oportunidade de aprofundamento sobre o mistério do padre e sobre o ministério que ele realiza na Igreja.
No contexto do Ano da Fé, somos convidados a avivar a nossa consciência acerca da condição sacerdotal de todo o Povo de Deus, radicada no mistério pascal de Jesus Cristo, que assumimos pelo Batismo; ao mesmo tempo, afirmamos a teologia da Igreja acerca do sacerdócio ministerial, pelo qual alguns homens são associados à pessoa e missão de Cristo, Cabeça da Igreja.
O Concílio Vaticano II, de cujo início estamos a celebrar os cinquenta anos, trouxe alguns elementos importantes para a nossa compreensão do sacerdócio na Igreja e, sobretudo, para uma renovada visão da relação existente entre todos os fiéis em Cristo. Entre eles destacam-se os seguintes: a igual dignidade de todos os membros do Povo de Deus (LG 32); o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial “embora se diferenciem essencialmente e não apenas em grau, ordenam-se mutuamente um ao outro” (LG 10) e ambos “participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo” (LG 10); “a distinção que o Senhor estabeleceu entre os ministros sagrados e o restante Povo de Deus, contribui para a união, já que, os pastores e os demais fiéis estão ligados uns aos outros por uma vinculação comum” (LG 32).

2. Membro do Povo de Deus, tão intimamente unido a Cristo pelos laços da comunhão no Batismo e na Ordem, tendo recebido o dom de agir na Pessoa de Cristo, o padre é um irmão na fé.
As comunidades cristãs têm cada vez mais apreço pelo sacerdote, sobretudo quando há uma relação de amizade, proximidade e disponibilidade. Mas, acima de tudo, marca-as a profundidade da sua fé, tanto expressa nas suas palavras como na sua vida.
O padre é, de facto, e é chamado homem de fé. No meio de todas as suas atividades, a fé, assumida e testemunhada, há de sobressair como o fogo que alimenta toda a sua vida.
As vocações sacerdotais dependem de muitos fatores, mas o testemunho de fé dos sacerdotes é, sem dúvida, um dos mais relevantes.
Temos grande esperança de que este Ano da Fé venha trazer um forte impulso de renovação à vida de toda a Igreja e, também, à vida sacerdotal. Os jovens deixar-se-ão tocar, como sempre aconteceu, pelo testemunho da fé de toda a Igreja, espelhada de um modo muito visível no testemunho de fé dos sacerdotes.

3. Irmão na fé, o padre é também pai na fé. Foi chamado pelo Senhor, recebeu uma vocação que implica sempre uma missão, que podemos definir como um serviço à fé dos seus irmãos.
Como ensina o Concílio Vaticano II, “por virtude do sacramento da Ordem, (os presbíteros) são consagrados, à imagem de Cristo, sumo e eterno sacerdote, para pregar o Evangelho, apascentar os fiéis e celebrar o culto divino, como verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento” (LG 28).
Quando são tantas as solicitações que chegam aos sacerdotes e quando as comunidades cristãs são tão exigentes, é preciso que eles cultivem uma grande capacidade de discernimento para se não deixarem arrastar pelas realidades importantes, mas não decisivas. O serviço à  fé do Povo de Deus constitui o específico e essencial da ação sacerdotal, por meio do anúncio do Evangelho e da celebração da Sagrada Liturgia.
Sem uma inserção entusiasta na vida da comunidade cristã e sem uma relação verdadeiramente fraterna com os seus membros, fica comprometido tanto o anúncio da Boa Nova, como a celebração de um culto que seja expressão da vida toda.
Neste Ano da Fé, desejamos que os jovens possam ter um contacto mais próximo com o testemunho de fé dos sacerdotes, que servem, com entusiasmo, os seus irmãos e as comunidades. Que o Espírito Santo os ensine a percorrer o caminho da alegria de servir a Igreja e lhes dê o desejo do sacerdócio a que o Senhor pode chamá-los.

4. A crise das vocações sacerdotais a que se assiste na Igreja é, sem dúvida, uma das consequências da erosão da fé cristã que, de forma errada, tem sido considerada “um pressuposto óbvio da vida diária” (PF 2).
Com razão nos incentiva o Papa Bento XVI “a redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (PF 2).
Toda a pastoral das vocações sacerdotais estará ao serviço da redescoberta do caminho da fé, em ordem ao encontro com Cristo. Quando este encontro se dá na alegria e no entusiasmo, surge a disponibilidade vocacional, pois, o que importa, nessa altura é a vivência fiel da fé e o serviço à comunidade cristã.
Convidamos as comunidades cristãs a intensificar a oração pelas vocações sacerdotais, não somente na Semana dos Seminários, mas regular e longamente, numa corrente contínua que envolva todas as faixas etárias e todos os membros ativos da Igreja. É pela oração que manifestamos a fé e a disponibilidade para aceitar a vocação e a vontade de Deus, especialmente na liturgia da Missa, participação sacramental no mistério de Cristo e na adoração eucarística, que lhe dá continuidade.
Aos seminaristas deixamos uma palavra de ânimo, para que ponham a vida nas mãos do Senhor, que olhou para eles com bondade e misericórdia.
Aos jovens que sentem o apelo no sentido do sacerdócio, encorajamos a avançar sem medo, confiados no amor que o Senhor lhes tem e abertos à urgência de pastores, que sejam irmãos na fé e servidores da fé dos irmãos.

À solicitude materna de Nossa Senhora confiamos a pastoral das vocações sacerdotais e todas as iniciativas da semana dos seminários.

Ó Maria,
vós sois feliz porque acreditastes,
primeira na fé em Cristo,
a imagem e a figura da Igreja crente.
Rogai a Deus por nós,
para que sejamos firmes na fé,
na alegria do encontro com Cristo.

Ó Maria,
vós sois a Mãe de Cristo Sacerdote,
a humilde Serva do Senhor,
a Mãe da Igreja crente.
Rogai a Deus pelos sacerdotes,
para que sejam servos da fé dos irmãos,
na alegria de crer e no entusiasmo de comunicar a fé.

Ó Maria,
vós sois a mulher do “Sim” total a Deus,
sempre disponível à vontade do Pai,
a Rainha de todas as Vocações.
Rogai a Deus pelos seminaristas,
para que reconheçam o amor de Deus,
na resposta decidida à sua vocação.
Ámen


Coimbra, 20 de outubro de 2012
Virgílio do Nascimento Antunes
Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios

sábado, 10 de novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Não vos esqueçais de que há muitas crianças, muitas mulheres, muitos homens neste mundo que não têm o que vós tendes! Pensai em amá-los, até que doa!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

«Acerca da contracepção, oposta à regulação da procriação, diz o Papa João Paulo II: "Assim, à linguagem nativa que exprime a recíproca doação total dos cônjuges, a contracepção impõe uma linguagem objectivamente contraditória, a do não se doar ao outro: deriva daqui não somente a recusa positiva da abertura à vida, mas também uma falsificação da verdade interior do amor conjugal, chamado a doar-se na totalidade pessoal."»
In Familiaris consortio, nº 32

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

A piedade popular é uma das nossas forças, porque se trata de orações muito arraigadas no coração das pessoas. Também pessoas que estão um pouco distantes da vida da Igreja e não têm uma grande compreensão da fé são tocadas no coração por estas orações. Devem apenas «iluminar-se» estes gestos, «purificar-se» esta tradição, a fim de que se torne em vida da Igreja em acto.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Evitar a confusão com outros tipos de uniões fundadas sobre um amor frágil apresenta-se, nos dias de hoje, com uma urgência especial. Somente a rocha do amor total e irrevocável entre o homem e a mulher é capaz de dar um fundamento para a construção de uma sociedade que se torne casa para todos.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

A fidelidade no matrimónio e a abstinência fora dele são a melhor forma de evitar a infecção e de impedir a propagação da sida. Com efeito, os valores que derivam de uma compreensão autêntica do matrimónio e da família constituem o único fundamento seguro para uma sociedade estável.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Engana-se quem acredita que, para os cristãos, o maior dos vícios é o impudor. Os pecados da carne são maus, mas não são os piores. (…) Na verdade, duas forças no ser humano procuram impedi-lo da sua autodeterminação: a animal e a diabólica. A diabólica é a pior das duas. Por isso, um hipócrita frio e vaidoso, que regularmente vai à igreja, pode estar mais próximo do inferno que uma prostituta. Naturalmente, porém, é melhor não ceder a nenhuma das duas.

domingo, 28 de outubro de 2012

sábado, 27 de outubro de 2012

O Reino de Deus é o centro do Seu (de Jesus) anúncio, ou seja, Deus, fonte e centro da nossa vida. É como se nos dissesse: Deus é a redenção do ser humano! E podemos ver na história do século passado como nos Estados onde Deus tinha sido abolido que não só a economia foi destruída, mas sobretudo as almas.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Os jovens (…) querem coisas grandes. (…) Cristo não nos prometeu uma vida confortável. Quem deseja comodidades com Ele errou na direcção. Mas Ele mostra-nos o caminho rumo às coisas grandes, ao bem, rumo à vida humana autêntica.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Não é justo pensar que deveríamos viver de um modo em que o perdão não era necessário. Devemos aceitar a nossa fragilidade, mas permanecer a caminho, nunca se dar por vencido mas prosseguir e, mediante o sacramento da Reconciliação, converter-nos sempre de novo a um recomeçar e desta forma crescer, amadurecer para o Senhor, na nossa comunhão com Ele.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

domingo, 21 de outubro de 2012

Um estudante, quando lhe foi perguntado porque ainda não tinha estado na cama com uma jovem respondeu que ainda não sabia com quem um dia casaria. Mas não queria trair já, neste momento, a sua futura mulher.

sábado, 20 de outubro de 2012

Tudo o que torna fácil o encontro sexual promove ao mesmo tempo a sua queda no precipício da insignificância.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

«A sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os actos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Esta realiza-se de maneira verdadeiramente humana, somente se é parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até à morte. A doação física total seria falsa se não fosse sinal e fruto da doação pessoal total.»
In Familiaris consortio, nº 11

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Não se pode viver só para prova, não se pode morrer só para prova. Não se pode amar só para prova, aceitar uma pessoa só para prova e por algum tempo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

«Todas as razões a favor da "submissão" da mulher ao homem no matrimónio devem ser interpretadas no sentido de uma "submissão recíproca" de ambos "no temor de Cristo".»
In Mulieris dignitatem, nº 24

terça-feira, 16 de outubro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Penso que a melhoria das condições de vida das pessoas pobres é uma estratégia melhor que despender dinheiro para armas. A batalha contra o terrorismo não pode ser ganha com acções militares.

sábado, 13 de outubro de 2012

Eu sei que, sempre que as pessoas se esforçam por viver o Evangelho como Jesus nos ensinou, tudo começa a mudar: toda a agressividade, toda a angústia e tristeza dão lugar à paz e à alegria.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio PORTA FIDEI do Sumo Pontífice Bento XVI com a qual se proclama o Ano da Fé

1. A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.
2. Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: «A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude»(1). Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado.(2) Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.
3. Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação.
4. À luz de tudo isto, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II,(3) com o objectivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé. Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese(4) e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Será uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé. Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, proclamou um ano semelhante, em 1967, para comemorar o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo no décimo nono centenário do seu supremo testemunho. Idealizou-o como um momento solene, para que houvesse, em toda a Igreja, «uma autêntica e sincera profissão da mesma fé»; quis ainda que esta fosse confirmada de maneira «individual e colectiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca».(5) Pensava que a Igreja poderia assim retomar «exacta consciência da sua fé para a reavivar, purificar, confirmar, confessar».(6) As grandes convulsões, que se verificaram naquele Ano, tornaram ainda mais evidente a necessidade duma tal celebração. Esta terminou com a Profissão de Fé do Povo de Deus,(7) para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o património de todos os crentes, necessitam de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado.
5. Sob alguns aspectos, o meu venerado Predecessor viu este Ano como uma «consequência e exigência pós-conciliar»(8), bem ciente das graves dificuldades daquele tempo sobretudo no que se referia à profissão da verdadeira fé e da sua recta interpretação. Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, «não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa».(9) Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: «Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja».(10)
6. A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen gentium, afirma: «Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7, 26), não conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Heb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz».(11)
Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. Act 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo Baptismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afectos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A «fé, que actua pelo amor» (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de acção, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17).
7. «Caritas Christi urget nos – o amor de Cristo nos impele» (2 Cor 5, 14): é o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28, 19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de facto, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos. Os crentes – atesta Santo Agostinho – «fortificam-se acreditando».(12) O Santo Bispo de Hipona tinha boas razões para falar assim. Como sabemos, a sua vida foi uma busca contínua da beleza da fé enquanto o seu coração não encontrou descanso em Deus.(13) Os seus numerosos escritos, onde se explica a importância de crer e a verdade da fé, permaneceram até aos nossos dias como um património de riqueza incomparável e consentem ainda que tantas pessoas à procura de Deus encontrem o justo percurso para chegar à «porta da fé».
Por conseguinte, só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus.
8. Nesta feliz ocorrência, pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo.
9. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força».(14) Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada(15) e reflectir sobre o próprio acto com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano.
Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Baptismo. Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a redditio symboli (a entrega do Credo): «O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele».(16)
10. Queria agora delinear um percurso que ajude a compreender de maneira mais profunda os conteúdos da fé e, juntamente com eles, também o acto pelo qual decidimos, com plena liberdade, entregar-nos totalmente a Deus. De facto, existe uma unidade profunda entre o acto com que se crê e os conteúdos a que damos o nosso assentimento. O apóstolo Paulo permite entrar dentro desta realidade quando escreve: «Acredita-se com o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé» (Rm 10, 10). O coração indica que o primeiro acto, pelo qual se chega à fé, é dom de Deus e acção da graça que age e transforma a pessoa até ao mais íntimo dela mesma.
A este respeito é muito eloquente o exemplo de Lídia. Narra São Lucas que o apóstolo Paulo, encontrando-se em Filipos, num sábado foi anunciar o Evangelho a algumas mulheres; entre elas, estava Lídia. «O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia» (Act 16, 14). O sentido contido na expressão é importante. São Lucas ensina que o conhecimento dos conteúdos que se deve acreditar não é suficiente, se depois o coração – autêntico sacrário da pessoa – não for aberto pela graça, que consente ter olhos para ver em profundidade e compreender que o que foi anunciado é a Palavra de Deus.
Por sua vez, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um facto privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este «estar com Ele» introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um acto da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita. No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé a toda a gente. É o dom do Espírito Santo que prepara para a missão e fortalece o nosso testemunho, tornando-o franco e corajoso.
A própria profissão da fé é um acto simultaneamente pessoal e comunitário. De facto, o primeiro sujeito da fé é a Igreja. É na fé da comunidade cristã que cada um recebe o Baptismo, sinal eficaz da entrada no povo dos crentes para obter a salvação. Como atesta o Catecismo da Igreja Católica, «“Eu creio”: é a fé da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasião do Baptismo. “Nós cremos”: é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. “Eu creio”: é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: “Eu creio”, “Nós cremos”».(17)
Como se pode notar, o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja. O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus. Por isso, o assentimento prestado implica que, quando se acredita, se aceita livremente todo o mistério da fé, porque o garante da sua verdade é o próprio Deus, que Se revela e permite conhecer o seu mistério de amor.(18)
Por outro lado, não podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, há muitas pessoas que, embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo. Esta busca é um verdadeiro «preâmbulo» da fé, porque move as pessoas pela estrada que conduz ao mistério de Deus. De facto, a própria razão do homem traz inscrita em si mesma a exigência «daquilo que vale e permanece sempre».(19) Esta exigência constitui um convite permanente, inscrito indelevelmente no coração humano, para caminhar ao encontro d’Aquele que não teríamos procurado se Ele mesmo não tivesse já vindo ao nosso encontro.(20) É precisamente a este encontro que nos convida e abre plenamente a fé.
11. Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II. Na Constituição apostólica Fidei depositum – não sem razão assinada na passagem do trigésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II – o Beato João Paulo II escrevia: «Este catecismo dará um contributo muito importante à obra de renovação de toda a vida eclesial (...). Declaro-o norma segura para o ensino da fé e, por isso, instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial».(21)  
É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé.
Na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Repassando as páginas, descobre-se que o que ali se apresenta não é uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja. Na verdade, a seguir à profissão de fé, vem a explicação da vida sacramental, na qual Cristo está presente e operante, continuando a construir a sua Igreja. Sem a liturgia e os sacramentos, a profissão de fé não seria eficaz, porque faltaria a graça que sustenta o testemunho dos cristãos. Na mesma linha, a doutrina do Catecismo sobre a vida moral adquire todo o seu significado, se for colocada em relação com a fé, a liturgia e a oração.
12. Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar.
De facto, em nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm duma diversa mentalidade que, hoje de uma forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas, a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade.(22)
13. Será decisivo repassar, durante este Ano, a história da nossa fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. Enquanto a primeira põe em evidência a grande contribuição que homens e mulheres prestaram para o crescimento e o progresso da comunidade com o testemunho da sua vida, o segundo deve provocar em todos uma sincera e contínua obra de conversão para experimentar a misericórdia do Pai, que vem ao encontro de todos.
Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, «autor e consumador da fé» (Heb 12, 2): n’Ele encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realização no mistério da sua Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar connosco a fragilidade humana para a transformar com a força da sua ressurreição. N’Ele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram estes dois mil anos da nossa história de salvação.
Pela fé, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus na obediência da sua dedicação (cf. Lc 1, 38). Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam (cf. Lc 1, 46-55). Com alegria e trepidação, deu à luz o seu Filho unigénito, mantendo intacta a sua virgindade (cf. Lc 2, 6-7). Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egipto a fim de O salvar da perseguição de Herodes (cf. Mt 2, 13-15). Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota (cf. Jo 19, 25-27). Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo (cf. Lc 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo (cf. Act 1, 14; 2, 1-4).
Pela fé, os Apóstolos deixaram tudo para seguir o Mestre (cf. Mc 10, 28). Acreditaram nas palavras com que Ele anunciava o Reino de Deus presente e realizado na sua Pessoa (cf. Lc 11, 20). Viveram em comunhão de vida com Jesus, que os instruía com a sua doutrina, deixando-lhes uma nova regra de vida pela qual haveriam de ser reconhecidos como seus discípulos depois da morte d’Ele (cf. Jo 13, 34-35). Pela fé, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de levar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16, 15) e, sem temor algum, anunciaram a todos a alegria da ressurreição, de que foram fiéis testemunhas.
Pela fé, os discípulos formaram a primeira comunidade reunida à volta do ensino dos Apóstolos, na oração, na celebração da Eucaristia, pondo em comum aquilo que possuíam para acudir às necessidades dos irmãos (cf. Act 2, 42-47).
Pela fé, os mártires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformara, tornando-os capazes de chegar até ao dom maior do amor com o perdão dos seus próprios perseguidores.
Pela fé, homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em simplicidade evangélica a obediência, a pobreza e a castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor, que não tarda a vir. Pela fé, muitos cristãos se fizeram promotores de uma acção em prol da justiça, para tornar palpável a palavra do Senhor, que veio anunciar a libertação da opressão e um ano de graça para todos (cf. Lc 4, 18-19).
Pela fé, no decurso dos séculos, homens e mulheres de todas as idades, cujo nome está escrito no Livro da vida (cf. Ap 7, 9; 13, 8), confessaram a beleza de seguir o Senhor Jesus nos lugares onde eram chamados a dar testemunho do seu ser cristão: na família, na profissão, na vida pública, no exercício dos carismas e ministérios a que foram chamados.
Pela fé, vivemos também nós, reconhecendo o Senhor Jesus vivo e presente na nossa vida e na história.
14. O Ano da Fé será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. Recorda São Paulo: «Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade» (1 Cor 13, 13). Com palavras ainda mais incisivas – que não cessam de empenhar os cristãos –, afirmava o apóstolo Tiago: «De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda! Poderá alguém alegar sensatamente: “Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé”» (Tg 2, 14-18). 
A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar o seu caminho. De facto, não poucos cristãos dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo. Em virtude da fé, podemos reconhecer naqueles que pedem o nosso amor o rosto do Senhor ressuscitado. «Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40): estas palavras de Jesus são uma advertência que não se deve esquecer e um convite perene a devolvermos aquele amor com que Ele cuida de nós. É a fé que permite reconhecer Cristo, e é o seu próprio amor que impele a socorrê-Lo sempre que Se faz próximo nosso no caminho da vida. Sustentados pela fé, olhamos com esperança o nosso serviço no mundo, aguardando «novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça» (2 Ped 3, 13; cf. Ap 21, 1).
15. Já no termo da sua vida, o apóstolo Paulo pede ao discípulo Timóteo que «procure a fé» (cf. 2 Tm 2, 22) com a mesma constância de quando era novo (cf. 2 Tm 3, 15). Sintamos este convite dirigido a cada um de nós, para que ninguém se torne indolente na fé. Esta é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. Solícita a identificar os sinais dos tempos no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo. Aquilo de que o mundo tem hoje particular necessidade é o testemunho credível de quantos, iluminados na mente e no coração pela Palavra do Senhor, são capazes de abrir o coração e a mente de muitos outros ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim.
Que «a Palavra do Senhor avance e seja glorificada» (2 Ts 3, 1)! Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. As seguintes palavras do apóstolo Pedro lançam um último jorro de luz sobre a fé: «É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações; deste modo, a qualidade genuína da vossa fé – muito mais preciosa do que o ouro perecível, por certo também provado pelo fogo – será achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de Jesus Cristo. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, credes n’Ele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas» (1 Ped 1, 6-9). A vida dos cristãos conhece a experiência da alegria e a do sofrimento. Quantos Santos viveram na solidão! Quantos crentes, mesmo em nossos dias, provados pelo silêncio de Deus, cuja voz consoladora queriam ouvir! As provas da vida, ao mesmo tempo que permitem compreender o mistério da Cruz e participar nos sofrimentos de Cristo (cf. Cl 1, 24) , são prelúdio da alegria e da esperança a que a fé conduz: «Quando sou fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 10). Com firme certeza, acreditamos que o Senhor Jesus derrotou o mal e a morte. Com esta confiança segura, confiamo-nos a Ele: Ele, presente no meio de nós, vence o poder do maligno (cf. Lc 11, 20); e a Igreja, comunidade visível da sua misericórdia, permanece n’Ele como sinal da reconciliação definitiva com o Pai.
À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça.
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 11 de Outubro do ano 2011, sétimo de Pontificado.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

«Muitas vezes, porém, os cristãos renegaram o Evangelho e, cedendo à lógica da força, violaram os direitos de raças e povos, desprezando as suas culturas e tradições religiosas: Sede paciente e misericordioso connosco, e perdoai-nos!» 
In Confissão das Culpas da Igreja (2000)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Por ordem, fomos conduzidos para fora, fracos, impotentes. Diante da porta da sala de operações, no corredor, fomos anestesiados pelo Dr. Schidlausky com uma injecção intravenosa. Antes de adormecer, relampejou um pensamento, que porém não consegui mais exprimir: «Mas não somos cobaias!» Não, não eramos mesmo cobaias. Éramos pessoas!

sábado, 6 de outubro de 2012

Se gostares de ti próprio, gostarás de todas as pessoas como de ti mesmo. Se gostas menos de alguma pessoa do que de ti mesmo é porque nunca conseguiste gostar de ti verdadeiramente.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A deficiência diagnosticada da criança não pode ser motivo para abortar, porque também a vida com deficiência é querida e apreciada por Deus, e porque nesta terra ninguém pode ter a certeza de viver sem limites físicos ou espirituais.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Deus, dá-nos coragem para proteger a vida que está por nascer, pois a criança é o maior dom de Deus a uma família, a um povo e ao mundo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Pai do Céu, não peço saúde nem doença, nem vida sem morte, mas que disponhas da minha saúde e da minha doença, da minha vida e da minha morte, para que a Tua glória e para a minha salvação. Só Tu sabes o que me é útil. Ámen.

domingo, 30 de setembro de 2012

«Os cristãos (…) casam-se e têm filhos como os outros, mas não abandonam os recém-nascidos.»
In Carta da Giogneto

sábado, 29 de setembro de 2012

Se uma pessoa já não está segura no seio da sua mãe, onde estará, então, ela ainda segura neste mundo?

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A oferta de assistência, e não o movimento de eutanásia, é a resposta humanamente aceitável à nossa situação. O poder da imaginação e da solidariedade em face aos problemas gigantescos que temos pela frente só podem ser mobilizados se o recurso negativo for bloqueado de forma inexorável. Onde a morte é cultivada e considerada parte da vida, aí desponta a civilização da morte.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

«Ninguém, em circunstância alguma, pode reivindicar para si o direito de destruir directamente um ser humano inocente.»
In Donum Vitae

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A princípio havia pequenas mudanças na atitude fundamental. Isto começou com a opinião, elementar para o movimento da eutanásia, de que há situações consideradas como sem maior importância para a vida. No seu estádio inicial esta atitude dizia respeito só aos doentes crónicos: pouco a pouco foi-se alargando o âmbito dos que faziam parte desta categoria e começou-se a incluir também os socialmente inúteis, os ideologicamente indesejados e os racialmente excluídos. Contudo, é preciso evidentemente reconhecer que a atitude perante os doentes incuráveis foi apenas o leve pretexto que veio a ter como consequência esta radical mudança de opinião.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pelo nascimento, sou albanesa; pela nacionalidade, sou indiana; sou uma freira católica. Pela minha missão, pertenço a todo o mundo, mas o meu coração pertence a Jesus.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

domingo, 23 de setembro de 2012

As crianças dão-nos felicidade porque em cada uma delas são recriadas todas as coisas e o universo é novamente posto à prova.

sábado, 22 de setembro de 2012

Quando a família está bem, o país está bem; quando o país está bem, a grande comunhão humana vive em paz.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Os mais novos devem, portanto, honrar os mais velhos; os mais velhos devem amar os mais novos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Quem melhor compreende a importância de um confessor é provavelmente o empregado de bar.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A tuberculose e o cancro não são as piores doenças. Creio que a pior doença é não ser desejado nem amado.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A família é um bem necessário para os povos, um fundamento indispensável para a sociedade e um grande tesouro dos esposos durante toda a sua vida. É um bem insubstituível para os filhos, que hão-de ser fruto do amor, da doação total e generosa dos pais.

domingo, 16 de setembro de 2012

O que custa o domingo? A própria questão já é um atentado decisivo contra o domingo. Com efeito, o domingo é precisamente domingo na medida em que nada custa e nada traz economicamente. A questão sobre o custo da sua protecção como dia livre de trabalho pressupõe, na verdade, que já transformámos mentalmente o domingo num dia de trabalho.

sábado, 15 de setembro de 2012

Antes dizia-se: «Dai ao domingo uma alma!» Agora, diz-se: «Dai uma alma ao domingo!»

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Se os pagãos o designam por «o dia do sol», de bom grado nós também o professamos, pois hoje nasceu a Luz do mundo, hoje apareceu o Sol da justiça, cujos raios trazem a salvação.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Não nos envergonhemos de professar o Crucificado, selemos confiantemente a testa com os dedos, façamos o sinal da cruz sobretudo sobre o pão, a comida e os copos de que bebemos! Façamo-lo quando vamos e quando vimos, antes de dormir, ao deitarmo-nos e ao levantarmo-nos, quando andamos e descansamos.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Deus conferiu-me um rosto humano, o de Jesus; por conseguinte, se de agora em diante queremos conhecer verdadeiramente o rosto de Deus, devemos contemplar o rosto de Jesus! No Seu semblante vemos realmente quem é e como é Deus!

domingo, 9 de setembro de 2012

Não impomos a ninguém a nossa fé. Um semelhante género de proselitismo é contrário ao Cristianismo. A fé pode desenvolver-se unicamente na liberdade. Mas é a liberdade do ser humano que apelamos para que se abra a Deus, O procure, O oiça.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

«Um judeu, independentemente da sua idade, está claro que é um ser vivo; agora não podemos afirmar que é um ser humano. Não há base científica para isso». (Adolf Hitler 1939) Alemanha
«Um feto de 13 semanas é um ser vivo, mas não pode ser um ser humano, porque isso não tem nenhuma base científica». (Bibiana Aido 2009) Espanha

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

- Hey, irmão! Achas que existe vida depois do nascimento? Acreditas na Mãe?
- Nah, eu não acredito nessas coisas, sou ateu. Quero dizer, já viste a Mãe?