A Deus honra-se com o silêncio, não pelo facto de estar calados e sem investigar nada acerca dele, mas porque tomamos consciência de estar sempre mais aquém de uma compreensão adequada do mesmo.
Bem Vindo
Este blogue foi criado para partilhar frases e textos que me têm marcado. Estes tenho encontrado em livros, na Internet, em jornais... Se quiseres comentar para partilhares o que te dizem, sente-te à vontade. Também podes expressar os teus gostos em cada post, mas peço-te que votes apenas uma vez em cada post. Volta sempre porque todos os dias vou adicionar um pensamento novo.
Se quiseres que alguma das tuas meditações faça parte deste blogue ou se encontras-te alguma que penses que possa ser adicionada a este blogue agradeço que a envies para fabiopedro100@gmail.com que eu adicioná-lo-ei com muito gosto.
Nunca te esqueças que pensar faz bem a todos e sejam felizes =)
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
domingo, 27 de dezembro de 2015
sábado, 26 de dezembro de 2015
Mensagem «Urbi et Orbi» do Papa Francisco
NATAL 2015
Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2015
Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!
Cristo nasceu para nós, exultemos no dia da nossa salvação!
Abramos os nossos corações para receber a graça deste dia, que é Ele
próprio: Jesus é o «dia» luminoso que surgiu no horizonte da humanidade.
Dia de misericórdia, em que Deus Pai revelou à humanidade a sua imensa
ternura. Dia de luz que dissipa as trevas do medo e da angústia. Dia de
paz, em que se torna possível encontrar-se, dialogar, e sobretudo
reconciliar-se. Dia de alegria: uma «grande alegria» para os pequenos e
os humildes, e para todo o povo (cf. Lc 2, 10).
Neste dia, nasceu da Virgem Maria Jesus, o Salvador. O presépio
mostra-nos o «sinal» que Deus nos deu: «um menino envolto em panos e
deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). Como fizeram os pastores de
Belém, vamos também nós ver este sinal, este acontecimento que, em cada
ano, se renova na Igreja. O Natal é um acontecimento que se renova em
cada família, em cada paróquia, em cada comunidade que acolhe o amor de
Deus encarnado em Jesus Cristo. Como Maria, a Igreja mostra a todos o
«sinal» de Deus: o Menino que Ela trouxe no seu ventre e deu à luz, mas
que é Filho do Altíssimo, porque «é obra do Espírito Santo» (Mt 1, 20). Ele é o Salvador, porque é o Cordeiro de Deus que toma sobre Si o pecado do mundo (cf. Jo
1, 29). Juntamente com os pastores, prostremo-nos diante do Cordeiro,
adoremos a Bondade de Deus feita carne e deixemos que lágrimas de
arrependimento inundem os nossos olhos e lavem o nosso coração. Disto
todos temos necessidade.
Ele, só Ele, nos pode salvar. Só a Misericórdia de Deus pode libertar
a humanidade de tantas formas de mal – por vezes monstruosas – que o
egoísmo gera nela. A graça de Deus pode converter os corações e suscitar
vias de saída em situações humanamente irresolúveis.
Onde nasce Deus, nasce a esperança: Ele traz a esperança. Onde nasce Deus, nasce a paz. E, onde nasce a paz, já não há lugar para o ódio e a guerra.
E no entanto, precisamente lá onde veio ao mundo o Filho de Deus feito
carne, continuam tensões e violências, e a paz continua um dom que deve
ser invocado e construído. Oxalá israelitas e palestinenses retomem um
diálogo directo e cheguem a um acordo que permita a ambos os povos
conviverem em harmonia, superando um conflito que há muito os mantém
contrapostos, com graves repercussões na região inteira.
Ao Senhor, pedimos que o entendimento alcançado nas Nações Unidas
consiga quanto antes silenciar o fragor das armas na Síria e pôr remédio
à gravíssima situação humanitária da população exausta. É igualmente
urgente que o acordo sobre a Líbia encontre o apoio de todos, para se
superarem as graves divisões e violências que afligem o país. Que a
atenção da Comunidade Internacional se concentre unanimemente em fazer
cessar as atrocidades que, tanto nos referidos países, como no Iraque,
Líbia, Iémen e na África subsaariana, ainda ceifam inúmeras vítimas,
causam imensos sofrimentos e não poupam sequer o património histórico e
cultural de povos inteiros. Penso ainda em quantos foram atingidos por
hediondos actos terroristas, em particular pelos massacres recentes
ocorridos nos céus do Egipto, em Beirute, Paris, Bamaco e Túnis.
Aos nossos irmãos, perseguidos em muitas partes do mundo por causa da
sua fé, o Menino Jesus dê consolação e força. São os nossos mártires de
hoje.
Paz e concórdia, pedimos para as queridas populações da República
Democrática do Congo, do Burundi e do Sudão do Sul, a fim de se
reforçar, através do diálogo, o compromisso comum em prol da edificação
de sociedades civis animadas por sincero espírito de reconciliação e
compreensão mútua.
Que o Natal traga verdadeira paz também à Ucrânia, proporcione alívio
a quem sofre as consequências do conflito e inspire a vontade de
cumprir os acordos assumidos para se restabelecer a concórdia no país
inteiro.
Que a alegria deste dia ilumine os esforços do povo colombiano, para
que, animado pela esperança, continue empenhado na busca da desejada
paz.
Onde nasce Deus, nasce a esperança; e, onde nasce a esperança, as pessoas reencontram a dignidade.
E, todavia, ainda hoje há multidões de homens e mulheres que estão
privados da sua dignidade humana e, como o Menino Jesus, sofrem o frio, a
pobreza e a rejeição dos homens. Chegue hoje a nossa solidariedade aos
mais inermes, sobretudo às crianças-soldado, às mulheres que sofrem
violência, às vítimas do tráfico de seres humanos e do narcotráfico.
Não falte o nosso conforto às pessoas que fogem da miséria ou da
guerra, viajando em condições tantas vezes desumanas e, não raro,
arriscando a vida. Sejam recompensados com abundantes bênçãos quantos,
indivíduos e Estados, generosamente se esforçam por socorrer e acolher
os numerosos migrantes e refugiados, ajudando-os a construir um futuro
digno para si e seus entes queridos e a integrar-se nas sociedades que
os recebem.
Neste dia de festa, o Senhor dê esperança àqueles que não têm
trabalho – e são tantos! – e sustente o compromisso de quantos possuem
responsabilidades públicas em campo político e económico a fim de darem o
seu melhor na busca do bem comum e na protecção da dignidade de cada
vida humana.
Onde nasce Deus, floresce a misericórdia. Esta é o presente
mais precioso que Deus nos dá, especialmente neste ano jubilar em que
somos chamados a descobrir a ternura que o nosso Pai celeste tem por
cada um de nós. O Senhor conceda, particularmente aos encarcerados,
experimentar o seu amor misericordioso que cura as feridas e vence o
mal.
E assim hoje, juntos, exultemos no dia da nossa salvação. Ao
contemplar o presépio, fixemos o olhar nos braços abertos de Jesus, que
nos mostram o abraço misericordioso de Deus, enquanto ouvimos as
primeiras expressões do Menino que nos sussurra: «Por amor dos meus
irmãos e amigos, proclamarei: “A paz esteja contigo”»! (Sal 122/121, 8).
Terminada a Mensagem Urbi et Orbi, o Santo Padre desejou Boas-Festas Natalícias:
A vós, queridos irmãos e irmãs, congregados dos quatro cantos do
mundo nesta Praça [de São Pedro] e a quantos estais unidos connosco nos
vários países através do rádio, da televisão e doutros meios de
comunicação, dirijo os meus votos mais cordiais.
É o Natal do Ano Santo da Misericórdia. Por isso desejo, a todos, que
possais acolher na própria vida a misericórdia de Deus, que Jesus
Cristo nos deu, para sermos misericordiosos com os nossos irmãos. Assim
faremos crescer a paz. Feliz Natal!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Santa Missa na Solenidade do Natal do Senhor
NATAL DO SENHOR
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2014
Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2014
Nesta noite, resplandece «uma grande luz» (Is 9, 1); sobre
todos nós, brilha a luz do nascimento de Jesus. Como são verdadeiras e
actuais as palavras que ouvimos do profeta Isaías: «Multiplicaste a
alegria, aumentaste o júbilo» (9, 2)! O nosso coração já estava cheio de
alegria vislumbrando este momento; mas, agora, aquele sentimento
multiplica-se e sobreabunda, porque a promessa se cumpriu: finalmente
realizou-se. Júbilo e alegria garantem-nos que a mensagem contida no
mistério desta noite provém verdadeiramente de Deus. Não há lugar para a
dúvida; deixemo-la aos cépticos, que, por interrogarem apenas a razão,
nunca encontram a verdade. Não há espaço para a indiferença, que domina
no coração de quem é incapaz de amar, porque tem medo de perder alguma
coisa. Fica afugentada toda a tristeza, porque o Menino Jesus é o
verdadeiro consolador do coração.
Hoje, o Filho de Deus nasceu: tudo muda. O Salvador do mundo vem para
Se tornar participante da nossa natureza humana: já não estamos sós e
abandonados. A Virgem oferece-nos o seu Filho como princípio de vida
nova. A verdadeira luz vem iluminar a nossa existência, muitas vezes
encerrada na sombra do pecado. Hoje descobrimos de novo quem somos!
Nesta noite, torna-se-nos patente o caminho que temos de percorrer para
alcançar a meta. Agora, deve cessar todo o medo e pavor, porque a luz
nos indica a estrada para Belém. Não podemos permanecer inertes. Não nos
é permitido ficar parados. Temos de ir ver o nosso Salvador, deitado
numa manjedoura. Eis o motivo do júbilo e da alegria: este Menino
«nasceu para nós», foi-nos «dado a nós», como anuncia
Isaías (cf. 9, 5). A um povo que, há dois mil anos, percorre todas as
estradas do mundo para tornar cada ser humano participante desta
alegria, é confiada a missão de dar a conhecer o «Príncipe da paz» e
tornar-se um instrumento eficaz d’Ele no meio das nações.
Por isso, quando ouvirmos falar do nascimento de Cristo, permaneçamos
em silêncio e deixemos que seja aquele Menino a falar; gravemos no
nosso coração as suas palavras, sem afastar o olhar do seu rosto. Se O
tomarmos nos nossos braços e nos deixarmos abraçar por Ele, dar-nos-á a
paz do coração que jamais terá fim. Este Menino ensina-nos aquilo que é
verdadeiramente essencial na nossa vida. Nasce na pobreza do mundo,
porque, para Ele e sua família, não há lugar na hospedaria. Encontra
abrigo e protecção num estábulo e é deitado numa manjedoura para
animais. E todavia, a partir deste nada, surge a luz da glória de Deus. A
partir daqui, para os homens de coração simples, começa o caminho da
verdadeira libertação e do resgate perene. Deste Menino, que, no seu
rosto, traz gravados os traços da bondade, da misericórdia e do amor de
Deus Pai, brota – em todos nós, seus discípulos, como ensina o apóstolo
Paulo – a vontade de «renúncia à impiedade» e à riqueza do mundo, para
vivermos «com sobriedade, justiça e piedade» (Tt 2, 12).
Numa sociedade frequentemente embriagada de consumo e prazer, de
abundância e luxo, de aparência e narcisismo, Ele chama-nos a um
comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz
de individuar e viver o essencial. Num mundo que demasiadas vezes é
duro com o pecador e brando com o pecado, há necessidade de cultivar um
forte sentido da justiça, de buscar e pôr em prática a vontade de Deus.
No seio duma cultura da indiferença, que não raramente acaba por ser
cruel, o nosso estilo de vida seja, pelo contrário, cheio de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, extraídas diariamente do poço de oração.
Como os pastores de Belém, possam também os nossos olhos encher-se de
espanto e maravilha, contemplando no Menino Jesus o Filho de Deus. E,
diante d’Ele, brote dos nossos corações a invocação: «Mostra-nos,
Senhor, a tua misericórdia, concede-nos a tua salvação» (Sal 85/84, 8).
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
sábado, 19 de dezembro de 2015
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
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