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Bem Vindo
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sábado, 30 de abril de 2016
sexta-feira, 29 de abril de 2016
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segunda-feira, 18 de abril de 2016
domingo, 17 de abril de 2016
Mensagem do Papa Francisco para o 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 53º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
(17 de Abril de 2016 - IV Domingo da Páscoa)
PARA O 53º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
(17 de Abril de 2016 - IV Domingo da Páscoa)
Tema: «A Igreja, mãe de vocações»
Amados irmãos e irmãs!
Como gostaria que todos os baptizados pudessem, no decurso do Jubileu Extraordinário da Misericórdia,
experimentar a alegria de pertencer à Igreja! E pudessem redescobrir
que a vocação cristã, bem como as vocações particulares, nascem no meio
do povo de Deus e são dons da misericórdia divina! A Igreja é a casa da
misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá
fruto.
Por este motivo, dirijo-me a todos vós, por ocasião deste 53º Dia
Mundial de Oração pelas Vocações, convidando-vos a contemplar a
comunidade apostólica e a dar graças pela função da comunidade no
caminho vocacional de cada um. Na Bula de proclamação do Jubileu
Extraordinário da Misericórdia, recordei as palavras de São Beda, o
Venerável, a propósito da vocação de São Mateus: «Miserando atque eligendo» (Misericordiae Vultus,
8). A acção misericordiosa do Senhor perdoa os nossos pecados e
abre-nos a uma vida nova que se concretiza na chamada ao discipulado e à
missão. Toda a vocação na Igreja tem a sua origem no olhar compassivo
de Jesus. A conversão e a vocação são como que duas faces da mesma
medalha, interdependentes continuamente em toda a vida do discípulo
missionário.
O Beato Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi,
descreveu os passos do processo da evangelização. Um deles é a adesão à
comunidade cristã (cf. n. 23), da qual se recebeu o testemunho da fé e a
proclamação explícita da misericórdia do Senhor. Esta incorporação
comunitária compreende toda a riqueza da vida eclesial, particularmente
os Sacramentos. A Igreja não é só um lugar onde se crê, mas também
objecto da nossa fé; por isso, dizemos no Credo: «Creio na Igreja».
A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária.
Deus chama-nos a fazer parte da Igreja e, depois dum certo
amadurecimento nela, dá-nos uma vocação específica. O caminho vocacional
é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá: é uma con-vocação.
O dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e o
individualismo. Estabelece aquela comunhão onde a indiferença foi
vencida pelo amor, porque exige que saiamos de nós mesmos, colocando a
nossa existência ao serviço do desígnio de Deus e assumindo a situação
histórica do seu povo santo.
Neste Dia dedicado à oração pelas vocações, desejo exortar todos os
fiéis a assumirem as suas responsabilidades no cuidado e discernimento
vocacionais. Quando os Apóstolos procuravam alguém para ocupar o lugar
de Judas Iscariotes, São Pedro reuniu cento e vinte irmãos (cf. Act 1, 15); e, para a escolha dos sete diáconos, foi convocado o grupo dos discípulos (cf. Act 6, 2). São Paulo dá a Tito critérios específicos para a escolha dos presbíteros (cf. Tt
1, 5-9). Também hoje, a comunidade cristã não cessa de estar presente
na germinação das vocações, na sua formação e na sua perseverança (cf.
Exort. ap. Evangelii gaudium, 107).
A vocação nasce na Igreja. Desde o despertar duma vocação, é
necessário um justo «sentido» de Igreja. Ninguém é chamado
exclusivamente para uma determinada região, nem para um grupo ou
movimento eclesial, mas para a Igreja e para o mundo. «Um sinal claro da
autenticidade dum carisma é a sua eclesialidade, a sua capacidade de se
integrar harmonicamente na vida do povo santo de Deus para o bem de
todos» (Ibid., 130).
Respondendo à chamada de Deus, o jovem vê alargar-se o próprio
horizonte eclesial, pode considerar os múltiplos carismas e realizar
assim um discernimento mais objectivo. Deste modo, a comunidade torna-se
a casa e a família onde nasce a vocação. O candidato contempla,
agradecido, esta mediação comunitária como elemento imprescindível para o
seu futuro. Aprende a conhecer e a amar os irmãos e irmãs que percorrem
caminhos diferentes do seu; e estes vínculos reforçam a comunhão em
todos.
A vocação cresce na Igreja. Durante o processo de formação,
os candidatos às diversas vocações precisam de conhecer cada vez melhor a
comunidade eclesial, superando a visão limitada que todos temos
inicialmente. Com tal finalidade, é oportuno fazer alguma experiência apostólica juntamente com outros membros da comunidade,
como, por exemplo, comunicar a mensagem cristã ao lado dum bom
catequista; experimentar a evangelização nas periferias juntamente com
uma comunidade religiosa; descobrir o tesouro da contemplação,
partilhando a vida de clausura; conhecer melhor a missão ad gentes
em contacto com os missionários; e, com os sacerdotes diocesanos,
aprofundar a experiência da pastoral na paróquia e na diocese. Para
aqueles que já estão em formação, a comunidade eclesial permanece sempre
o espaço educativo fundamental, pelo qual se sente gratidão.
A vocação é sustentada pela Igreja. Depois do compromisso
definitivo, o caminho vocacional na Igreja não termina, mas continua na
disponibilidade para o serviço, na perseverança e na formação
permanente. Quem consagrou a própria vida ao Senhor, está pronto a
servir a Igreja onde esta tiver necessidade. A missão de Paulo e Barnabé
é um exemplo desta disponibilidade eclesial. Enviados em missão pelo
Espírito Santo e pela comunidade de Antioquia (cf. Act 13, 1-4), regressaram depois à mesma comunidade e narraram aquilo que o Senhor fizera por meio deles (cf. Act
14, 27). Os missionários são acompanhados e sustentados pela comunidade
cristã, que permanece uma referência vital, como a pátria visível onde
encontram segurança aqueles que realizam a peregrinação para a vida
eterna.
Dentre os agentes pastorais, revestem-se de particular relevância os
sacerdotes. Por meio do seu ministério, torna-se presente a palavra de
Jesus que disse: «Eu sou a porta das ovelhas (...). Eu sou o bom pastor» (Jo
10, 7.11). O cuidado pastoral das vocações é uma parte fundamental do
seu ministério. Os sacerdotes acompanham tanto aqueles que andam à
procura da própria vocação, como os que já ofereceram a vida ao serviço
de Deus e da comunidade.
Todos os fiéis são chamados a consciencializar-se do dinamismo
eclesial da vocação, para que as comunidades de fé possam tornar-se, a
exemplo da Virgem Maria, seio materno que acolhe o dom do Espírito Santo
(cf. Lc 1, 35-38). A maternidade da Igreja exprime-se através da
oração perseverante pelas vocações e da acção educativa e de
acompanhamento daqueles que sentem a chamada de Deus. Fá-lo também
mediante uma cuidadosa selecção dos candidatos ao ministério ordenado e à
vida consagrada. Enfim, é mãe das vocações pelo contínuo apoio daqueles
que consagraram a vida ao serviço dos outros.
Peçamos ao Senhor que conceda, a todas as pessoas que estão a
realizar um caminho vocacional, uma profunda adesão à Igreja; e que o
Espírito Santo reforce, nos Pastores e em todos os fiéis, a comunhão, o
discernimento e a paternidade ou maternidade espiritual.
Pai de misericórdia, que destes o vosso Filho pela nossa salvação
e sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito, concedei-nos
comunidades cristãs vivas, fervorosas e felizes, que sejam fontes de
vida fraterna e suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem a Vós e à
evangelização. Sustentai-as no seu compromisso de propor uma adequada
catequese vocacional e caminhos de especial consagração. Dai sabedoria
para o necessário discernimento vocacional, de modo que, em tudo,
resplandeça a grandeza do vosso amor misericordioso. Maria, Mãe e
educadora de Jesus, interceda por cada comunidade cristã, para que,
tornada fecunda pelo Espírito Santo, seja fonte de vocações autênticas
para o serviço do povo santo de Deus.
Cidade do Vaticano, 29 de Novembro – I Domingo do Advento – de 2015.
Franciscus
sábado, 16 de abril de 2016
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