Bem Vindo

Este blogue foi criado para partilhar frases e textos que me têm marcado. Estes tenho encontrado em livros, na Internet, em jornais... Se quiseres comentar para partilhares o que te dizem, sente-te à vontade. Também podes expressar os teus gostos em cada post, mas peço-te que votes apenas uma vez em cada post. Volta sempre porque todos os dias vou adicionar um pensamento novo.
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Nunca te esqueças que pensar faz bem a todos e sejam felizes =)

terça-feira, 10 de maio de 2016

Como é grande o poder desta Majestade que em tão breve tempo sabe enriquecer as almas com tesouros inenarráveis, imprimindo nelas verdades tão sublimes!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

A comunhão é um céu na terra para a alma que se compenetra bem do acto que faz…Tiremos Jesus da sua fria prisão e abriguemo-lo em nosso coração, tão pobre, mas cheio de amor.

domingo, 8 de maio de 2016

sábado, 7 de maio de 2016

Repara o método para dar brilho nos metais. Esfrega-se com lama, com matérias que os sujam e os tornam foscos; depois dessa operação, resplandecem como o ouro. Pois bem! As tentações são como esta lama para a alma: servem apenas para fazer brilhar nelas as virtudes opostas a estas mesmas tentações.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Nosso Senhor tem sede do nosso amor. Sofreu desde Belém até o Calvário e forjou cadeias para viver no tabernáculo junto de nós. Não teremos um pouquinho de amor por este Divino mendigo?

terça-feira, 3 de maio de 2016

Quanto mais te apartas das coisas terrenas, mais te aproximas das celestiais e mais te achas em Deus.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

domingo, 1 de maio de 2016

Não sei verdadeiramente como se pode pensar na Rainha dos Anjos, no tempo em que passou com o Menino Jesus, sem dar graças a São José, pelo auxílio que lhes prestou.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Pode haver mais doce ocupação na terra do que procurar o amor de nosso Deus? Emprega nisso tua alma inteira, neste único momento que é a vida.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Quanto mais elevado é o grau de união amorosa ao qual Deus destina a alma, tanto mais profunda e persistente deverá ser a sua purificação.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Nosso Senhor vê com tanta boa vontade quando o amamos e procuramos a sua companhia, que, de vez em quando, nos chama para que a Ele nos dirijamos.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Na comunhão está a vida de nossa alma. É o momento de céu no nosso desterro. Suspiremos por ela.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Eis tudo o que Jesus reclama de nós: Ele não tem nenhuma necessidade das nossas obras, mas somente do nosso amor.

domingo, 24 de abril de 2016

Considerando que Deus se fez homem por nosso amor, não sei como não ficamos todos, loucos de amor por Ele.

sábado, 23 de abril de 2016

Deus é o teu fim. Fazendo-se Homem, tornou-se o teu caminho; para que não desfalecesses na jornada, fez-se teu alimento, teu viático para o céu.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A virtude do Espírito Santo cobriu a Virgem Maria enquanto esta, sozinha, rezava e realizou a Encarnação do Redentor.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Tudo pode faltar-nos. Todos os outros amores, um dia faltar-nos-ão, mas o amor do Coração Divino jamais faltar-nos-á.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

terça-feira, 19 de abril de 2016

Conserva sempre tua confiança. É impossível que Deus não corresponda, pois Ele mede sempre os Seus dons pela nossa confiança.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

domingo, 17 de abril de 2016

Mensagem do Papa Francisco para o 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 53º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

 
(17 de Abril de 2016 - IV Domingo da Páscoa)

Tema: «A Igreja, mãe de vocações»

Amados irmãos e irmãs!

Como gostaria que todos os baptizados pudessem, no decurso do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja! E pudessem redescobrir que a vocação cristã, bem como as vocações particulares, nascem no meio do povo de Deus e são dons da misericórdia divina! A Igreja é a casa da misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto.

Por este motivo, dirijo-me a todos vós, por ocasião deste 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, convidando-vos a contemplar a comunidade apostólica e a dar graças pela função da comunidade no caminho vocacional de cada um. Na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, recordei as palavras de São Beda, o Venerável, a propósito da vocação de São Mateus: «Miserando atque eligendo» (Misericordiae Vultus, 8). A acção misericordiosa do Senhor perdoa os nossos pecados e abre-nos a uma vida nova que se concretiza na chamada ao discipulado e à missão. Toda a vocação na Igreja tem a sua origem no olhar compassivo de Jesus. A conversão e a vocação são como que duas faces da mesma medalha, interdependentes continuamente em toda a vida do discípulo missionário.

O Beato Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, descreveu os passos do processo da evangelização. Um deles é a adesão à comunidade cristã (cf. n. 23), da qual se recebeu o testemunho da fé e a proclamação explícita da misericórdia do Senhor. Esta incorporação comunitária compreende toda a riqueza da vida eclesial, particularmente os Sacramentos. A Igreja não é só um lugar onde se crê, mas também objecto da nossa fé; por isso, dizemos no Credo: «Creio na Igreja».

A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária. Deus chama-nos a fazer parte da Igreja e, depois dum certo amadurecimento nela, dá-nos uma vocação específica. O caminho vocacional é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá: é uma con-vocação. O dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e o individualismo. Estabelece aquela comunhão onde a indiferença foi vencida pelo amor, porque exige que saiamos de nós mesmos, colocando a nossa existência ao serviço do desígnio de Deus e assumindo a situação histórica do seu povo santo.

Neste Dia dedicado à oração pelas vocações, desejo exortar todos os fiéis a assumirem as suas responsabilidades no cuidado e discernimento vocacionais. Quando os Apóstolos procuravam alguém para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, São Pedro reuniu cento e vinte irmãos (cf. Act 1, 15); e, para a escolha dos sete diáconos, foi convocado o grupo dos discípulos (cf. Act 6, 2). São Paulo dá a Tito critérios específicos para a escolha dos presbíteros (cf. Tt 1, 5-9). Também hoje, a comunidade cristã não cessa de estar presente na germinação das vocações, na sua formação e na sua perseverança (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 107).

A vocação nasce na Igreja. Desde o despertar duma vocação, é necessário um justo «sentido» de Igreja. Ninguém é chamado exclusivamente para uma determinada região, nem para um grupo ou movimento eclesial, mas para a Igreja e para o mundo. «Um sinal claro da autenticidade dum carisma é a sua eclesialidade, a sua capacidade de se integrar harmonicamente na vida do povo santo de Deus para o bem de todos» (Ibid., 130). Respondendo à chamada de Deus, o jovem vê alargar-se o próprio horizonte eclesial, pode considerar os múltiplos carismas e realizar assim um discernimento mais objectivo. Deste modo, a comunidade torna-se a casa e a família onde nasce a vocação. O candidato contempla, agradecido, esta mediação comunitária como elemento imprescindível para o seu futuro. Aprende a conhecer e a amar os irmãos e irmãs que percorrem caminhos diferentes do seu; e estes vínculos reforçam a comunhão em todos.

A vocação cresce na Igreja. Durante o processo de formação, os candidatos às diversas vocações precisam de conhecer cada vez melhor a comunidade eclesial, superando a visão limitada que todos temos inicialmente. Com tal finalidade, é oportuno fazer alguma experiência apostólica juntamente com outros membros da comunidade, como, por exemplo, comunicar a mensagem cristã ao lado dum bom catequista; experimentar a evangelização nas periferias juntamente com uma comunidade religiosa; descobrir o tesouro da contemplação, partilhando a vida de clausura; conhecer melhor a missão ad gentes em contacto com os missionários; e, com os sacerdotes diocesanos, aprofundar a experiência da pastoral na paróquia e na diocese. Para aqueles que já estão em formação, a comunidade eclesial permanece sempre o espaço educativo fundamental, pelo qual se sente gratidão.

A vocação é sustentada pela Igreja. Depois do compromisso definitivo, o caminho vocacional na Igreja não termina, mas continua na disponibilidade para o serviço, na perseverança e na formação permanente. Quem consagrou a própria vida ao Senhor, está pronto a servir a Igreja onde esta tiver necessidade. A missão de Paulo e Barnabé é um exemplo desta disponibilidade eclesial. Enviados em missão pelo Espírito Santo e pela comunidade de Antioquia (cf. Act 13, 1-4), regressaram depois à mesma comunidade e narraram aquilo que o Senhor fizera por meio deles (cf. Act 14, 27). Os missionários são acompanhados e sustentados pela comunidade cristã, que permanece uma referência vital, como a pátria visível onde encontram segurança aqueles que realizam a peregrinação para a vida eterna.

Dentre os agentes pastorais, revestem-se de particular relevância os sacerdotes. Por meio do seu ministério, torna-se presente a palavra de Jesus que disse: «Eu sou a porta das ovelhas (...). Eu sou o bom pastor» (Jo 10, 7.11). O cuidado pastoral das vocações é uma parte fundamental do seu ministério. Os sacerdotes acompanham tanto aqueles que andam à procura da própria vocação, como os que já ofereceram a vida ao serviço de Deus e da comunidade.

Todos os fiéis são chamados a consciencializar-se do dinamismo eclesial da vocação, para que as comunidades de fé possam tornar-se, a exemplo da Virgem Maria, seio materno que acolhe o dom do Espírito Santo (cf. Lc 1, 35-38). A maternidade da Igreja exprime-se através da oração perseverante pelas vocações e da acção educativa e de acompanhamento daqueles que sentem a chamada de Deus. Fá-lo também mediante uma cuidadosa selecção dos candidatos ao ministério ordenado e à vida consagrada. Enfim, é mãe das vocações pelo contínuo apoio daqueles que consagraram a vida ao serviço dos outros.

Peçamos ao Senhor que conceda, a todas as pessoas que estão a realizar um caminho vocacional, uma profunda adesão à Igreja; e que o Espírito Santo reforce, nos Pastores e em todos os fiéis, a comunhão, o discernimento e a paternidade ou maternidade espiritual.

Pai de misericórdia, que destes o vosso Filho pela nossa salvação e sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito, concedei-nos comunidades cristãs vivas, fervorosas e felizes, que sejam fontes de vida fraterna e suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem a Vós e à evangelização. Sustentai-as no seu compromisso de propor uma adequada catequese vocacional e caminhos de especial consagração. Dai sabedoria para o necessário discernimento vocacional, de modo que, em tudo, resplandeça a grandeza do vosso amor misericordioso. Maria, Mãe e educadora de Jesus, interceda por cada comunidade cristã, para que, tornada fecunda pelo Espírito Santo, seja fonte de vocações autênticas para o serviço do povo santo de Deus.

Cidade do Vaticano, 29 de Novembro – I Domingo do Advento – de 2015.

Franciscus

sábado, 16 de abril de 2016

Somente no momento em que a alma, por amor a Deus, se despojar de tudo o que não é Deus, e o amor é isso, poderá ser iluminada e transfigurada em Deus.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

É importante procurar o quanto possível a união com o Senhor. Esta vida de intimidade com Ele é que sustenta o exercício das virtudes que tanto agradam a Quem, com infinito amor, habita em nós.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Se não se pode pensar na Paixão, por ser penoso, quem nos impede de estar com Ele depois de ressuscitado, pois tão perto O temos no Sacramento, onde já está glorificado?

terça-feira, 12 de abril de 2016

É tão suave a nossa Mãe, tão compassiva e boa, que nem se pode chamar sofrimento o que se padece sob seu materno olhar, no agasalho de seu coração.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Pede à Santíssima Virgem que seja teu guia, que seja a estrela, o farol que brilha no meio das trevas de tua vida.

sábado, 9 de abril de 2016

Não te iludas: precisas de amparo. E esse amparo é a humilde Virgem Maria, posta por Deus para ser esteio de nossa fragilidade, como outrora para sustento, defesa e guarda da infância do Verbo Encarnado.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Que possamos voltar o olhar à Mãe de Deus, Maria, nas bodas de Caná O seu olhar silencioso e perscrutador observa tudo e repara onde falta alguma coisa. E antes que alguém perceba e ocorra algum embaraço, ela já prestou a sua ajuda. Encontra meios e modos, dá as indicações necessárias, e isso tudo em silêncio, sem deixar perceber nada.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Combatemos com coragem, contemplando Jesus Crucificado que da sua Cruz nos oferece a Sua ajuda, a sua vitória, a sua coroa.

terça-feira, 5 de abril de 2016

No meio de tantos problemas, mesmo graves, não percamos a nossa esperança na Misericórdia infinita de Deus.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Deus precisou apenas de uma palavra para criar-nos, mas do Seu sangue para redimir-nos. Se às vezes sentes-te frustrado pelas tuas misérias, recorda quanto custaste.

domingo, 3 de abril de 2016

sábado, 2 de abril de 2016

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação ensina-nos a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.

quarta-feira, 30 de março de 2016

terça-feira, 29 de março de 2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

Seja qual for a distância do homem pecador em relação a Deus, sempre é menos profunda que a distância do Filho em relação ao Pai no seu esvaziamento kenótico (cf. Fil 2,7) e que a miséria do «abandono» (Mt 27,46). Este é o aspecto próprio na economia da redenção da distinção das pessoas na Santa Trindade, que por outra parte estão perfeitamente unidas na identidade de uma mesma natureza e de um amor íntimo.

domingo, 27 de março de 2016

Mensagem «Urbi et Orbi» do Papa Francisco

PÁSCOA DE 2016
Sacada Central da Basílica Vaticana
Domingo, 27 de Março de 201
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«Louvai o Senhor porque ele é bom:
porque eterna é a sua misericórdia» (Sl 135,1).

Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

Jesus Cristo, encarnação da misericórdia de Deus, por amor morreu na cruz e por amor ressuscitou. Por isso, proclamamos hoje: Jesus é o Senhor!

A sua Ressurreição realiza plenamente a profecia do Salmo: a misericórdia de Deus é eterna, o seu amor é para sempre, não morre jamais. Podemos confiar completamente N’Ele, e damos-Lhe graças porque por nós Ele desceu até ao fundo do abismo.

Diante dos abismos espirituais e morais da humanidade, diante dos vazios que se abrem nos corações e que provocam ódio e morte, somente uma infinita misericórdia pode nos dar a salvação. Só Deus pode preencher com o seu amor esses vazios, esses abismos, e não permitir que submerjamos, mas continuemos a caminhar juntos em direção à Terra da liberdade e da vida.

O anúncio jubiloso da Páscoa: Jesus, o crucificado, não está aqui, ressuscitou (cf. Mt 28,5-6) oferece-nos a certeza consoladora de que o abismo da morte foi transposto e, com isso, foram derrotados o luto, o pranto e a dor (cf. Ap 21,4). O Senhor, que sofreu o abandono dos seus discípulos, o peso de uma condenação injusta e a vergonha de uma morte infame, faz-nos agora compartilhar a sua vida imortal, e nos oferece o seu olhar de ternura e compaixão para com os famintos e sedentos, com os estrangeiros e prisioneiros, com os marginalizados e descartados, com as vítimas de abuso e violência. O mundo está cheio de pessoas que sofrem no corpo e no espírito, ao passo que as crônicas diárias estão repletas de relatos de crimes brutais, que muitas vezes têm lugar dentro do lar, e de conflitos armados numa grande escala, que submetem populações inteiras a provas inimagináveis.

Cristo ressuscitado indica caminhos de esperança para a querida Síria, um País devastado por um longo conflito, com o seu cortejo triste de destruição, morte, de desprezo pelo direito humanitário e desintegração da convivência civil. Confiamos ao poder do Senhor ressuscitado as conversações em curso, de modo que, com a boa vontade e a cooperação de todos, seja possível colher os frutos da paz e dar início à construção de uma sociedade fraterna, que respeite a dignidade e os direitos de cada cidadão. A mensagem de vida proclamada pelo anjo junto da pedra rolada do sepulcro vença a dureza dos corações e promova um encontro fecundo entre povos e culturas nas outras regiões da bacia do Mediterrâneo e do Oriente Médio, particularmente no Iraque, Iêmen e na Líbia.

A imagem do homem novo, que resplandece no rosto de Cristo, favoreça a convivência entre israelenses e palestinos na Terra Santa, bem como a disponibilidade paciente e o esforço diário para trabalhar no sentido de construir as bases de uma paz justa e duradoura através de uma negociação direta e sincera. O Senhor da vida acompanhe também os esforços para alcançar uma solução definitiva para a guerra na Ucrânia, inspirando e apoiando igualmente as iniciativas de ajuda humanitária, entre as quais a libertação de pessoas detidas.

O Senhor Jesus, nossa paz (Ef 2,14), que ressuscitando derrotou o mal e o pecado, possa favorecer, nesta festa de Páscoa, a nossa proximidade com as vítimas do terrorismo, forma de violência cega e brutal que continua a derramar sangue inocente em diversas partes do mundo, como aconteceu nos ataques recentes na Bélgica, Turquia, Nigéria, Chade, Camarões, Costa do Marfim e Iraque; Possam frutificar os fermentos de esperança e as perspectivas de paz na África; penso de modo particular no Burundi, Moçambique, República Democrática do Congo e o Sudão do Sul, marcados por tensões políticas e sociais.

Com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte; seu Filho Jesus é a porta da misericórdia aberta de par em par para todos. Que a sua mensagem pascal possa sempre se projetar mais sobre o povo venezuelano nas difíceis condições em que vive e sobre aqueles que detêm em suas mãos os destinos do País, para que se possa trabalhar em vista do bem comum, buscando espaços de diálogo e colaboração ente todos. Que por todos os lados possam ser tomadas medidas para promover a cultura do encontro, a justiça e o respeito mútuo, os quais só podem garantir o bem-estar espiritual e material dos cidadãos.

O Cristo ressuscitado, anúncio de vida para toda a humanidade, reverbera através dos séculos e nos convida não esquecer dos homens e mulheres na sua jornada em busca de um futuro melhor; grupos cada vez mais números de migrantes e refugiados – entre os quais muitas crianças - que fogem da guerra, da fome, da pobreza e da injustiça social. Esses nossos irmãos e irmãs, que nos seus caminhos encontram, com demasiada frequência, a morte ou, ao menos, a recusa dos que poderiam oferecer-lhes hospitalidade e ajuda. Que a próxima rodada da Cúpula Mundial Humanitária não deixe de colocar no centro a pessoa humana com a sua dignidade e possa desenvolver políticas capazes de ajudar e proteger as vítimas de conflitos e de outras situações de emergência, especialmente os mais vulneráveis e os que sofrem perseguição por motivos étnicos e religiosos.

Neste dia glorioso, «alegre-se a terra que em meio a tantas luzes resplandece» (cf. Proclamação da Páscoa), mas ainda assim tão abusada e vilipendiada por uma exploração ávida pelo lucro, o que altera o equilíbrio da natureza. Penso em particular nas regiões afetadas pelos efeitos das mudanças climáticas, que muitas vezes causam secas ou violentas inundações, resultando em crises alimentares em diferentes partes do planeta.

Com os nossos irmãos e irmãs que são perseguidos por causa da sua fé e por sua lealdade ao nome de Cristo e diante do mal que parece prevalecer na vida de tantas pessoas, ouçamos novamente as palavras consoladoras do Senhor: «Não tenhais medo! Eu venci o mundo!» (Jo 16,33). Hoje é o dia radiante desta vitória, porque Cristo calcou a morte e com a sua ressurreição fez resplandecer a vida e a imortalidade (cf. 2Tm 1,10). «Ele nos fez passar da escravidão à liberdade, da tristeza à alegria, do luto à festa, das trevas à luz, da escravidão à redenção. Por isso, proclamemos diante d’Ele: Aleluia!» (Melitão de Sardes, Homilia Pascal).

Para aqueles que em nossas sociedades perderam toda a esperança e alegria de viver, para os idosos oprimidos que na solidão sentem as suas forças esvaindo-se, para os jovens aos quais parece não existir o futuro, a todos eu dirijo mais uma vez as palavras do Ressuscitado: «Eis que faço novas todas as coisas... a quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante» (Ap 21,5-6). Esta mensagem consoladora de Jesus possa ajudar cada um de nós a recomeçar com mais coragem e esperança, para assim construirmos estradas de reconciliação com Deus e com os irmãos. E temos tanta necessidade disto!
 

sábado, 26 de março de 2016

Porventura, o mais fecundo a perguntar, quando os nossos amigos morrem, não é: «porque é que partiram?» O que levaremos o resto da vida a responder, sempre em total gratidão, é antes: «porque é que eles vieram?»

sexta-feira, 25 de março de 2016

O Deus cristão, o Deus que chamou o homem muitas vezes e de diversas maneiras por meio dos profetas e de uma maneira plena por meio do Filho (cf. Hb 1,1-2), é «mestre do desejo»: Ele não dirige, atrai; não ordena, chama… ensina o desejo e arrasta para Ele.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Se soubéssemos escutar a Deus, se soubéssemos olhar a vida, toda a vida se tornaria oração. Pois toda ela se desdobra sob o olhar de Deus e nada deve ser vivido sem Lhe ser oferecido livremente.
As palavras de cada dia servem-nos antes de tudo como traço-de-união com o céu. Utilizemos as páginas que seguem. Depois, como alguém que atira fora as cascas de um fruto que vai comer, dispensemos, depressa, as palavras. Eram um meio, e só isso. Mas a oração silenciosa que se desprende das palavras nunca deve separar-se da vida, pois a vida de cada dia é a matéria-prima da oração.

quarta-feira, 23 de março de 2016

É o testemunho do mártir que reconhece na contradição da esperança diante da injustiça do mundo a mesma contradição da ressurreição diante da cruz.

terça-feira, 22 de março de 2016

Um cristão nunca pode andar chateado nem triste. Quem ama Cristo é uma pessoa cheia de alegria e que irradia alegria.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor.

domingo, 20 de março de 2016

Mensagem do Santo Padre Francisco para a XXX Jornada Mundial da Juventude

«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8)

Queridos jovens!

Continuamos a nossa peregrinação espiritual para Cracóvia, onde em Julho de 2016 se realizará a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude. Como guia do nosso caminho escolhemos as Bem-aventuranças evangélicas. No ano passado, reflectimos sobre a Bem-aventurança dos pobres em espírito, inserida no contexto mais amplo do «Sermão da Montanha». Juntos, descobrimos o significado revolucionário das Bem-aventuranças e o forte apelo de Jesus para nos lançarmos, com coragem, na aventura da busca da felicidade. Este ano reflectiremos sobre a sexta Bem-aventurança: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5,8).

1. O desejo da felicidade

A palavra «felizes», ou bem-aventurados, aparece nove vezes na primeira grande pregação de Jesus (cf. Mt 5,1-12). É como um refrão que nos recorda a chamada do Senhor a percorrer, juntamente com Ele, uma estrada que, apesar de todos os desafios, é a via da verdadeira felicidade.

Ora a busca da felicidade, queridos jovens, é comum a todas as pessoas de todos os tempos e de todas as idades. Deus colocou no coração de cada homem e de cada mulher um desejo irreprimível de felicidade, de plenitude. Porventura não sentis que o vosso coração está inquieto buscando sem cessar um bem que possa saciar a sua sede de infinito?

Os primeiros capítulos do livro do Génesis apresentam-nos a felicidade maravilhosa a que somos chamados, consistindo numa perfeita comunhão com Deus, com os outros, com a natureza, com nós mesmos. O livre acesso a Deus, à sua intimidade e visão estava presente no projecto de Deus para a humanidade desde as suas origens e fazia com que a luz divina permeasse de verdade e transparência todas as relações humanas. Neste estado de pureza original, não existiam «máscaras», subterfúgios, motivos para se esconderem uns dos outros. Tudo era puro e claro.

Quando o homem e a mulher cedem à tentação e quebram a relação de confiante comunhão com Deus, o pecado entra na história humana (cf. Gn 3). Imediatamente se fazem notar as consequências inclusive nas suas relações consigo mesmo, de um com o outro, e com a natureza. E são dramáticas! A pureza das origens como que fica poluída. Depois daquele momento, já não é possível o acesso directo à presença de Deus. Comparece a tendência a esconder-se, o homem e a mulher devem cobrir a sua nudez. Privados da luz que provém da visão do Senhor, olham a realidade que os circunda de maneira distorcida, míope. A «bússola» interior, que os guiava na busca da felicidade, perde o seu ponto de referência e as seduções do poder e do ter e a ânsia do prazer a todo o custo precipitam-nos no abismo da tristeza e da angústia.

Nos Salmos, encontramos o grito que a humanidade, desde as profundezas da sua alma, dirige a Deus: «Quem nos dará a felicidade? Resplandeça sobre nós, Senhor, a luz do vosso rosto!» (Sal 4,7). Na sua infinita bondade, o Pai responde a esta súplica com o envio do seu Filho. Em Jesus, Deus assume um rosto humano. Com a sua encarnação, vida, morte e ressurreição, redime-nos do pecado e abre-nos horizontes novos, até então inconcebíveis.

E assim, queridos jovens, em Cristo encontra-se a plena realização dos vossos sonhos de bondade e felicidade. Só Ele pode satisfazer as vossas expectativas tantas vezes desiludidas por falsas promessas mundanas. Como disse São João Paulo II, «Ele é a beleza que tanto vos atrai; é Ele quem vos provoca com aquela sede de radicalidade que não vos deixa ceder a compromissos; é Ele quem vos impele a depor as máscaras que tornam a vida falsa; é Ele quem vos lê no coração as decisões mais verdadeiras que outros quereriam sufocar. É Jesus quem suscita em vós o desejo de fazer da vossa vida algo grande» (Vigília de Oração em Tor Vergata, 19 de Agosto de 2000: L’Osservatore Romano, ed. portuguesa de 26/VIII/2000, 383).

2. Felizes os puros de coração

Procuremos agora aprofundar como esta felicidade passa pela pureza de coração. Antes de mais nada, devemos compreender o significado bíblico da palavra «coração». Na cultura hebraica, o coração é o centro dos sentimentos, pensamentos e intenções da pessoa humana. Se a Bíblia nos ensina que Deus olha, não às aparências, mas ao coração (cf. 1Sam 16,7), podemos igualmente afirmar que é a partir do nosso coração que podemos ver a Deus. Assim é, porque o coração compendia o ser humano na sua totalidade e unidade de corpo e alma, na sua capacidade de amar e ser amado.

Passando agora à definição de «puro», a palavra grega usada pelo evangelista Mateus é katharos e significa, fundamentalmente, limpo, claro, livre de substâncias contaminadoras. No Evangelho, vemos Jesus desarraigar uma certa concepção da pureza ritual ligada a elementos externos, que proibia todo o contacto com coisas e pessoas (incluindo os leprosos e os forasteiros), consideradas impuras. Aos fariseus – que, como muitos judeus de então, não comiam sem antes ter feito as devidas abluções e observavam numerosas tradições relacionadas com a lavagem de objectos –, Jesus diz categoricamente: «Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. (…) Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as prostituições, roubos, assassínios, adultérios, ambições, perversidade, má-fé, devassidão, inveja, maledicência, orgulho, desvarios» (Mc 7,15.21-22).

Sendo assim, em que consiste a felicidade que brota dum coração puro? Partindo do elenco dos males enumerados por Jesus, que tornam o homem impuro, vemos que a questão tem a ver sobretudo com o campo das nossas relações. Cada um de nós deve aprender a discernir aquilo que pode «contaminar» o seu coração, formando em si mesmo uma consciência recta e sensível, capaz de «discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que Lhe é agradável, o que é perfeito» (Rm 12,2). Se é necessária uma atenção salutar para com a salvaguarda da criação, a pureza do ar, da água e dos alimentos, com maior razão ainda devemos salvaguardar a pureza daquilo que temos de mais precioso: os nossos corações e as nossas relações. Esta «ecologia humana» ajudar-nos-á a respirar o ar puro que provém das coisas belas, do amor verdadeiro, da santidade.

Uma vez fiz-vos a pergunta: Onde está o vosso tesouro? Qual é o tesouro onde repousa o vosso coração? (cf. Entrevista com alguns jovens da Bélgica, 31 de Março de 2014). É verdade! Os nossos corações podem apegar-se a tesouros verdadeiros ou falsos, podem encontrar um repouso autêntico ou então adormentar-se tornando-se preguiçosos e entorpecidos. O bem mais precioso que podemos ter na vida é a nossa relação com Deus. Estais convencidos disto? Estais cientes do valor inestimável que tendes aos olhos de Deus? Sabeis que Ele vos ama e acolhe, incondicionalmente, assim como sois? Quando esta percepção esmorece, o ser humano torna-se um enigma incompreensível, pois o que dá sentido à nossa vida é precisamente saber que somos amados incondicionalmente por Deus. Lembrais-vos do diálogo de Jesus com o jovem rico? (cf. Mc 10,17-22). O evangelista Marcos observa que o Senhor fixou o olhar nele e amou-o (cf. v. 21), convidando-o depois a segui-Lo para encontrar o verdadeiro tesouro. Espero, queridos jovens, que este olhar de Cristo, cheio de amor, vos acompanhe durante toda a vossa vida.

O período da juventude é aquele em que desabrocha a grande riqueza afectiva contida nos vossos corações, o desejo profundo dum amor verdadeiro, belo e grande. Quanta força há nesta capacidade de amar e ser amados! Não permitais que este valor precioso seja falsificado, destruído ou deturpado. Isto acontece quando, nas nossas relações, comparece a manipulação do próximo para os nossos objectivos egoístas, por vezes como mero objecto de prazer. O coração fica ferido e triste depois destas experiências negativas. Peço-vos que não tenhais medo dum amor verdadeiro, aquele que nos ensina Jesus e que São Paulo descreve assim: «O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará» (1Cor 13,4-8).

Ao mesmo tempo que vos convido a descobrir a beleza da vocação humana para o amor, exorto-vos a rebelar-vos contra a tendência generalizada de banalizar o amor, sobretudo quando se procura reduzi-lo apenas ao aspecto sexual, desvinculando-o assim das suas características essenciais de beleza, comunhão, fidelidade e responsabilidade. Queridos jovens, «na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Em vista disso eu peço que vocês sejam revolucionários, eu peço que vocês vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, crê que vocês não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. E tenham também a coragem de ser felizes!» (Encontro com os voluntários da JMJ do Rio, 28 de Julho de 2013).

Vós, jovens, sois bons exploradores! Se vos lançardes à descoberta do rico ensinamento da Igreja neste campo, descobrireis que o cristianismo não consiste numa série de proibições que sufocam os nossos desejos de felicidade, mas num projecto de vida que pode fascinar os nossos corações!

 3. ...porque verão a Deus

No coração de cada homem e de cada mulher, ressoa sem cessar o convite do Senhor: «Procurai o meu rosto!» (Sal 27/26,8). Ao mesmo tempo, porém, sempre nos devemos confrontar com a nossa pobre condição de pecadores. Assim o lemos, por exemplo, no livro dos Salmos: «Quem poderá subir à montanha do Senhor e apresentar-se no seu santuário? O que tem as mãos inocentes e o coração limpo» (Sal 24/23,3-4). Mas não devemos ter medo nem desanimar: vemos, na Bíblia e na história de cada um de nós, que é sempre Deus quem dá o primeiro passo. É Ele que nos purifica, para podermos ser admitidos à sua presença.

O profeta Isaías, quando recebeu a chamada do Senhor para falar em seu nome, ficou apavorado e disse: «Ai de mim, estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros» (Is 6,5). Mas o Senhor purificou-o, enviando um anjo que tocou a sua boca e lhe disse: «Foi afastada a tua culpa e apagado o teu pecado» (v. 7). No Novo Testamento, quando Jesus chamou os seus primeiros discípulos e realizou o prodígio da pesca miraculosa no lago de Genesaré, Simão Pedro caiu aos seus pés dizendo: «Afasta-Te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador» (Lc 5,8). A resposta não se fez esperar: «Não tenhas receio; de futuro serás pescador de homens» (v. 10). E, quando um dos discípulos de Jesus Lhe pediu: «Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta», o Mestre repondeu: «Quem Me vê, vê o Pai» (Jo 14,8.9).

Por isso, o convite do Senhor a encontrá-Lo é dirigido a cada um de vós, independentemente do lugar e situação em que vos encontrardes. Basta «tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 3). Todos somos pecadores, necessitados de ser purificados pelo Senhor. Mas basta dar um pequeno passo em direcção a Jesus para descobrir que Ele está sempre à nossa espera de braços abertos, especialmente no sacramento da Reconciliação, ocasião privilegiada de encontro com a misericórdia divina que purifica e recria os nossos corações.

Sim, queridos jovens, o Senhor quer encontrar-nos, deixar-Se «ver» por nós. «E como?»: poder-me-íeis perguntar. Também Santa Teresa de Ávila, nascida na Espanha precisamente há quinhentos anos, já de pequenina dizia aos seus pais: «Quero ver a Deus». Depois descobriu o caminho da oração como «uma relação íntima de amizade com Aquele por quem nos sentimos amados» (Livro da Vida 8,5). Por isso, pergunto-vos: Vós rezais? Sabeis que tendes possibilidade de falar com Jesus, com o Pai, com o Espírito Santo, como se fala com um amigo? E não um amigo qualquer, mas o vosso amigo melhor e de maior confiança! Tentai fazê-lo, com simplicidade. Descobrireis aquilo que um camponês d’Ars dizia ao santo cura do seu país: quando estou em oração diante do Sacrário, «eu olho para Ele e Ele olha para mim» (Catecismo da Igreja Católica, 2715).

Uma vez mais convido-vos a encontrar o Senhor, lendo frequentemente a Sagrada Escritura. E, se não tiverdes ainda o hábito de o fazer, começai pelos Evangelhos. Lede um pedaço cada dia. Deixai que a Palavra de Deus fale aos vossos corações, ilumine os vossos passos (cf. Sal 119/118,105). Descobrireis que se pode «ver» a Deus também no rosto dos irmãos, especialmente os mais esquecidos: os pobres, os famintos, os sedentos, os forasteiros, os doentes, os presos (cf. Mt 25,31-46). Já alguma vez tivestes a experiência disto? Queridos jovens, para entrar na lógica do Reino de Deus, é preciso reconhecer-se pobre com os pobres. Um coração puro é necessariamente também um coração despojado, que sabe abaixar-se e partilhar a sua vida com os mais necessitados.

O encontro com Deus na oração, através da leitura da Bíblia e na vida fraterna ajudar-vos-á a conhecer melhor o Senhor e a vós mesmos. Como aconteceu com os discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13-35), a voz de Jesus inflamará os vossos corações e abrir-se-ão os vossos olhos para reconhecer a sua presença na vossa história, descobrindo assim o projecto de amor que Ele tem para a vossa vida.

Alguns de vós sentem ou hão-de sentir a chamada do Senhor para o matrimónio, para formar uma família. Hoje, muitos pensam que esta vocação esteja «fora de moda», mas não é verdade! Precisamente por este motivo, a Comunidade eclesial inteira está a viver um período especial de reflexão sobre a vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo. Além disso, convido-vos a tomar em consideração a chamada à vida consagrada ou ao sacerdócio. Como é belo ver jovens que abraçam a vocação de se darem plenamente a Cristo e ao serviço da sua Igreja! Ponde-vos a pergunta a vós mesmos com ânimo puro e não tenhais medo daquilo que Deus vos pede! A partir do vosso «sim» à chamada do Senhor, tornar-vos-eis novas sementes de esperança na Igreja e na sociedade. Não esqueçais: a vontade de Deus é a nossa felicidade!

4. Em caminho para Cracóvia

«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5,8). Queridos jovens, como vedes, esta Bem-aventurança está intimamente relacionada com a vossa vida e é uma garantia da vossa felicidade. Por isso, repito-vos mais uma vez: tende a coragem de ser felizes!

A Jornada Mundial da Juventude deste ano conduz à última etapa do caminho de preparação para o próximo grande encontro mundial dos jovens em Cracóvia, no ano de 2016. Precisamente há trinta anos, São João Paulo II instituiu, na Igreja, as Jornadas Mundiais da Juventude. Esta peregrinação juvenil através de todos os Continentes, sob a guia do Sucessor de Pedro, foi verdadeiramente uma iniciativa providencial e profética. Juntos, damos graças ao Senhor pelos preciosos frutos que a mesma produziu na vida de tantos jovens por toda terra. Quantas descobertas importantes, sobretudo as de Cristo, Caminho, Verdade e Vida, e da Igreja como uma família grande e acolhedora! Quantas mudanças de vida, quantas decisões vocacionais brotaram daqueles encontros! O Santo Pontífice, Padroeiro das JMJ, interceda pela nossa peregrinação rumo à sua Cracóvia. E o olhar materno da Bem-aventurada Virgem Maria, a cheia de graça, toda bela e toda pura, nos acompanhe neste caminho.

Vaticano, 31 de Janeiro – Memória de São João Bosco – do ano 2015.

FRANCISCUS


Fonte 

sábado, 19 de março de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

Que o Senhor nos liberte de toda a tentação que afasta do essencial da nossa missão, e voltemos a descobrir a beleza de crer em Jesus!

quinta-feira, 17 de março de 2016

quarta-feira, 16 de março de 2016

Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças que atrai o oferecimento do santo sacrifício da Missa.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Não sabemos por que motivo fomos assolados pelo sofrimento, simplesmente acontece-nos, vindo do exterior e é bom abstermo-nos de questionar a sua causa. No entanto, quando isso nos acontece, devemos interrogarmo-nos sobre o seu objectivo.

domingo, 13 de março de 2016

Ao contemplarmos Jesus na cruz, temos a possibilidade de lidar de outra forma com o nosso próprio sofrimento.

sábado, 12 de março de 2016

Deus confirma o seu Filho, através da ressurreição, mostrando que o mais terrível dos sofrimentos, a mais violenta das mortes, não é o fim de tudo. Mesmo no sofrimento, Jesus não cai das mãos de Deus, ainda que ele tenha deixado de as sentir.

sexta-feira, 11 de março de 2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

segunda-feira, 7 de março de 2016

O Homem primitivo viveu no Paleolítico, no Mesolítico e no Neolítico. O actual, vive no Ansiolítico…

domingo, 6 de março de 2016

O único padrão para avaliar justamente uma época é perguntar-se até que ponto, nela, se desenvolve e alcança uma autêntica razão de ser a plenitude da existência humana, de acordo com o carácter peculiar e as possibilidades da dita época.

sábado, 5 de março de 2016

O que era fácil já fiz. O que era difícil estou fazendo. O que é impossível coloquei nas mãos de Deus e sei que ele fará melhor do que possa imaginar.

sexta-feira, 4 de março de 2016

A arte é uma espécie de perfuração deste real que tantas vezes nos parece simplesmente linear e opaco, e é uma espécie de rasgão, como Lucio Fontana fazia nas telas, que abre ao olhar a possibilidade de uma profundidade na planura do mundo, na rasura da nossa experiência vital.

quinta-feira, 3 de março de 2016

A vida é tão breve como os raios de sol que surgem sorrateiramente na mais bela manhã, e se despedem subtilmente ao anoitecer sem deixar vestígios. Portanto, aproveite-a intensamente.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Se não vais à Igreja porque vês muita hipocrisia, lembra-te: a Igreja é um hospital de pecadores, não é um museu de santos.

terça-feira, 1 de março de 2016

Nas vitórias, os sábios são amantes da alegria; nas derrotas, são amigos da reflexão.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Uma rapariga segurava nas suas mãos duas maçãs. A sua mãe chegou e pediu-lhe com uma voz doce e um belo sorriso:
- Querida, poderias dar-me uma das tuas maçãs?
A menina levantou os olhos para a sua mãe durante alguns segundos e morde subitamente uma das maçãs e logo de seguida a outra. A mãe sente o seu rosto arrefecer e perde o sorriso. Ela tenta não mostrar a sua decepção quando a sua filha lhe dá uma das suas maçãs mordidas. A pequena olha para a sua mãe com um sorriso de anjo e diz:
- É essa a mais doce.

Pouco importa quem és, que tenhas experiência. Sê competente ou sábio. Atrasa sempre o teu julgamento. Dá aos outros o privilégio de se poderem explicar. Mesmo se a acção parece errada, o motivo pode ser bom.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Se tudo precisa estar bem o nosso redor para termos um pouco de alegria, então somos escravos das circunstâncias.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Os nossos maiores problemas não estão nos obstáculos do caminho, mas na escolha da direcção errada.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Na memória da Igreja nascente, marcada pela experiência pascal, a história da salvação de Israel revela, por conseguinte, uma clara estrutura trinitária: o Deus dos pais guia e orienta esta história até Cristo, seu Filho, actuando no Espírito Santo, especialmente através dos profetas. A Trindade é a chave de compreensão da historia salutis!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

«Ao entregar-me ao mistério extraordinário e inatingível de Deus, surge em mim, em qualquer altura, um Deus completamente diferente, sem que disso tenha consciência. E então deixo de me questionar porque é que Ele permite o sofrimento. Olho apenas para o escuro abismo de Deus, para lá descobrir a luz do seu amor que silencia as minhas perguntas.»
In Que fiz eu para merecer isto?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A humildade é rejeição da aparência e da superficialidade; é a expressão da profundidade do espírito humano; é condição da sua grandeza.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Ter fé é acreditar naquilo que não vês; a recompensa por essa fé é ver aquilo que acreditas.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Para ganhar conhecimento, adiciona coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimina coisas todos os dias.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Mensagem de Sua Santidade Francisco para a XXIV Jornada Mundial do Doente

(Terra Santa - Nazaré, 11 de Fevereiro de 2016)

Tema: «Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2, 5)»


Amados irmãos e irmãs!

A XXIV Jornada Mundial do Doente dá-me ocasião para me sentir particularmente próximo de vós, queridas pessoas doentes, e de quantos cuidam de vós.

Dado que a referida Jornada vai ser celebrada de maneira solene na Terra Santa, proponho que, neste ano, se medite a narração evangélica das bodas de Caná (Jo 2,1-11), onde Jesus realizou o primeiro milagre a pedido de sua Mãe. O tema escolhido – Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5) – insere-se muito bem no âmbito do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. A celebração eucarística central da Jornada terá lugar a 11 de Fevereiro de 2016, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes, e precisamente em Nazaré, onde «o Verbo Se fez homem e veio habitar connosco» (Jo 1,14). Em Nazaré, Jesus deu início à sua missão salvífica, aplicando a Si mesmo as palavras do profeta Isaías, como nos refere o evangelista Lucas: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor» (4,18-19).

A doença, sobretudo se grave, põe sempre em crise a existência humana e suscita interrogativos que nos atingem em profundidade. Por vezes, o primeiro momento pode ser de rebelião: Porque havia de acontecer precisamente a mim? Podemos sentir-nos desesperados, pensar que tudo está perdido, que já nada tem sentido...

Nestas situações, a fé em Deus se, por um lado, é posta à prova, por outro, revela toda a sua força positiva; e não porque faça desaparecer a doença, a tribulação ou os interrogativos que daí derivam, mas porque nos dá uma chave para podermos descobrir o sentido mais profundo daquilo que estamos a viver; uma chave que nos ajuda a ver como a doença pode ser o caminho para chegar a uma proximidade mais estreita com Jesus, que caminha ao nosso lado, carregando a Cruz. E esta chave é-nos entregue pela Mãe, Maria, perita deste caminho.

Nas bodas de Caná, Maria é a mulher solícita que se apercebe de um problema muito importante para os esposos: acabou o vinho, símbolo da alegria da festa. Maria dá-Se conta da dificuldade, de certa maneira assume-a e, com discrição, age sem demora. Não fica a olhar e, muito menos, se demora a fazer juízos, mas dirige-Se a Jesus e apresenta-Lhe o problema como é: «Não têm vinho» (Jo 2,3). E quando Jesus Lhe faz notar que ainda não chegou o momento de revelar-Se (cf. v. 4), Maria diz aos serventes: «Fazei o que Ele vos disser» (v. 5). Então Jesus realiza o milagre, transformando uma grande quantidade de água em vinho, um vinho que logo se revela o melhor de toda a festa. Que ensinamento podemos tirar, para a Jornada Mundial do Doente, do mistério das bodas de Caná?

O banquete das bodas de Caná é um ícone da Igreja: no centro, está Jesus misericordioso que realiza o sinal; em redor d’Ele, os discípulos, as primícias da nova comunidade; e, perto de Jesus e dos seus discípulos, está Maria, Mãe providente e orante. Maria participa na alegria do povo comum, e contribui para a aumentar; intercede junto de seu Filho a bem dos esposos e de todos os convidados. E Jesus não rejeitou o pedido de sua Mãe. Quanta esperança há neste acontecimento para todos nós! Temos uma Mãe de olhar vigilante e bom, como seu Filho; o coração materno e repleto de misericórdia, como Ele; as mãos que desejam ajudar, como as mãos de Jesus que dividiam o pão para quem tinha fome, que tocavam os doentes e os curavam. Isto enche-nos de confiança, fazendo-nos abrir à graça e à misericórdia de Cristo. A intercessão de Maria faz-nos experimentar a consolação, pela qual o apóstolo Paulo bendiz a Deus: «Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação! Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar aqueles que estão em qualquer tribulação, mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus. Na verdade, assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também, por meio de Cristo, é abundante a nossa consolação» (2Cor  1,3-5). Maria é a Mãe «consolada», que consola os seus filhos.

Em Caná, manifestam-se os traços distintivos de Jesus e da sua missão: é Aquele que socorre quem está em dificuldade e passa necessidade. Com efeito, no seu ministério messiânico, curará a muitos de doenças, enfermidades e espíritos malignos, dará vista aos cegos, fará caminhar os coxos, restituirá saúde e dignidade aos leprosos, ressuscitará os mortos, e aos pobres anunciará a boa nova (cf. Lc 7,21-22). E, durante o festim nupcial, o pedido de Maria – sugerido pelo Espírito Santo ao seu coração materno – fez revelar-se não só o poder messiânico de Jesus, mas também a sua misericórdia.
Na solicitude de Maria, reflecte-se a ternura de Deus. E a mesma ternura torna-se presente na vida de tantas pessoas que acompanham os doentes e sabem individuar as suas necessidades, mesmo as mais subtis, porque vêem com um olhar cheio de amor. Quantas vezes uma mãe à cabeceira do filho doente, ou um filho que cuida do seu progenitor idoso, ou um neto que acompanha o avô ou a avó, depõe a sua súplica nas mãos de Nossa Senhora! Para nossos familiares doentes, pedimos, em primeiro lugar, a saúde; o próprio Jesus manifestou a presença do Reino de Deus precisamente através das curas. «Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem e os coxos andam; os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam» (Mt 11,4-5). Mas o amor, animado pela fé, leva-nos a pedir, para eles, algo maior do que a saúde física: pedimos uma paz, uma serenidade da vida que parte do coração e que é dom de Deus, fruto do Espírito Santo que o Pai nunca nega a quantos Lho pedem com confiança.

No episódio de Caná, além de Jesus e sua Mãe, temos aqueles que são chamados «serventes» e que d’Ela recebem esta recomendação: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Naturalmente, o milagre dá-se por obra de Cristo; contudo Ele quer servir-Se da ajuda humana para realizar o prodígio. Poderia ter feito aparecer o vinho directamente nas vasilhas. Mas quer valer-Se da colaboração humana e pede aos serventes que as encham de água. Como é precioso e agradável aos olhos de Deus ser serventes dos outros! Mais do que qualquer outra coisa, é isto que nos faz semelhantes a Jesus, que «não veio para ser servido, mas para servir» (Mc 10,45). Aqueles personagens anónimos do Evangelho dão-nos uma grande lição. Não só obedecem, mas fazem-no generosamente: enchem as vasilhas até cima (cf. Jo 2,7). Confiam na Mãe, fazendo, imediatamente e bem, o que lhes é pedido, sem lamentos nem cálculos.

Nesta Jornada Mundial do Doente, podemos pedir a Jesus misericordioso, pela intercessão de Maria, Mãe d’Ele e nossa, que nos conceda a todos a mesma disponibilidade ao serviço dos necessitados e, concretamente, dos nossos irmãos e irmãs doentes. Por vezes, este serviço pode ser cansativo, pesado, mas tenhamos a certeza de que o Senhor não deixará de transformar o nosso esforço humano em algo de divino. Também nós podemos ser mãos, braços, corações que ajudam a Deus a realizar os seus prodígios, muitas vezes escondidos. Também nós, sãos ou doentes, podemos oferecer as nossas canseiras e sofrimentos como aquela água que encheu as vasilhas nas bodas de Caná e foi transformada no vinho melhor. Tanto com a ajuda discreta de quem sofre, como suportando a doença, carrega-se aos ombros a cruz de cada dia e segue-se o Mestre (cf. Lc 9,23); e, embora o encontro com o sofrimento seja sempre um mistério, Jesus ajuda-nos a desvendar o seu sentido.

Se soubermos seguir a voz d’Aquela que recomenda, a nós também, «fazei o que Ele vos disser», Jesus transformará sempre a água da nossa vida em vinho apreciado. Assim, esta Jornada Mundial do Doente, celebrada solenemente na Terra Santa, ajudará a tornar realidade os votos que formulei na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia: «Possa este Ano Jubilar, vivido na misericórdia, favorecer o encontro com [o judaísmo e o islamismo] e com as outras nobres tradições religiosas; que ele nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Cada hospital ou casa de cura pode ser sinal visível e lugar para promover a cultura do encontro e da paz, onde a experiência da doença e da tribulação, bem como a ajuda profissional e fraterna contribuam para superar qualquer barreira e divisão.

Exemplo disto são as duas Irmãs canonizadas no passado mês de Maio: Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas e Santa Maria de Jesus Crucificado Baouardy, ambas filhas da Terra Santa. A primeira foi uma testemunha de mansidão e unidade, dando claro testemunho de como é importante tornarmo-nos responsáveis uns pelos outros, vivermos ao serviço uns dos outros. A segunda, mulher humilde e analfabeta, foi dócil ao Espírito Santo, tornando-se instrumento de encontro com o mundo muçulmano.

A todos aqueles que estão ao serviço dos doentes e atribulados, desejo que vivam animados pelo espírito de Maria, Mãe da Misericórdia. «A doçura do seu olhar nos acompanhe neste Ano Santo, para podermos todos nós redescobrir a alegria da ternura de Deus» (ibid., 24) e levá-la impressa nos nossos corações e nos nossos gestos. Confiamos à intercessão da Virgem as ânsias e tribulações, juntamente com as alegrias e consolações, dirigindo-Lhe a nossa oração para que Ela pouse sobre nós o seu olhar misericordioso, especialmente nos momentos de sofrimento, e nos torne dignos de contemplar, hoje e para sempre, o Rosto da misericórdia que é seu Filho Jesus.

Acompanho esta súplica por todos vós com a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Setembro – Memória de Nossa Senhora das Dores – do ano 2015.

Francisco


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Mensagem do Santo Padre Francisco para a Quaresma de 2016

«“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13).
As obras de misericórdia no caminho jubilar»

1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada
Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.
Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais.

2. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia
O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo.
Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordiӕ Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núpcias eternas com ela.
Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordiӕ Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d'Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa.

3. As obras de misericórdia
A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga... a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.
Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa sinistramente aquele demoníaco «sereis como Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem actualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los.
Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta activa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.
Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38).

Vaticano, 4 de Outubro de 2015
Festa de S. Francisco de Assis
Francisco 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Quem é verdadeiramente misericordioso torna-se sensível às muitas dores e passa a agir pelo bem do outro, sem fazer distinções.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Esta vida tão curta temos que aproveitar com alegria oferecendo, com gozo tudo o que suceder pois tudo o que acontece é para fazer-nos crescer no amor.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Não aparece a inteligência e depois o amor: há o amor rico de inteligência e a inteligência cheia de amor.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Se acreditas no que te agrada nos evangelhos e rejeitas o que não gostas, não é nos evangelhos que crês, mas em ti.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Aquilo que o amor faz, o medo jamais poderá realizá-lo. Nada é mais útil do que fazer-se amar.