Tive esta reflexão quando viajava entre Cantanhede e o Algarve no dia 3 à noite. E vi uma coisa que me deixou triste e vazio (não vou dizer o que foi, mas partilho o que esse acontecimento me fez pensar...). Peço desculpa pela divagação da minha mente e pela desorganização, mas o pensamento é mais rápido que a escrita.
«Há acontecimentos que me deixam num estado de passividade a ver tudo acontecer à minha volta mantendo-me inerte e estático sem nada fazer... A 'sorte' é que sempre que começo a escrever os sentimentos deixam de existir para dar lugar à razão... Tanto quis ser racional que deixei a razão passar à frente da emoção. Em público muitas vezes é bom, mas em privado é muito mau... Sentir algo e não poder partilhar... Espero que Deus não me tenha passado todas as oportunidades para ser feliz pela minha vida... Mas como 'Deus é Amor', penso que mesmo que já tenha passado muitas vezes vai sempre voltar a passar para que me possa realizar completamente. Calhando, o objectivo de Deus é a nossa realização total e assim Deus pode alegrar-se porque mais um dos seus filhos atingiu a plenitude total da sua vida. Mas essa plenitude não é algo em que depois de atingir possamos cruzar os braços, mas algo que devemos constantemente lutar para a mantermos. Há quem diga que a felicidade está na subida da montanha e não no cume, e eu pergunto: é possível atingir o cume ainda em vida? Penso que este cume só é atingível após o fim desta vida térrea em que vivemos, tal como Sócrates (não é o nosso Primeiro Ministro, mas o filósofo grego) defendia em que o nosso corpo era uma prisão que nos afasta da Verdade, em que no topo da hierarquia das definições estava o Belo, a Justiça e o Bem. Assim, só quem atinge esse cume é que pode apreciar verdadeiramente Deus (Belo), pode julgar tudo e todos de forma equilibrada (Justiça), também chamada Justiça Divina, e para isto precisamos de poder conhecer o Bem para podermos saber o que se devia ter feito para que o Bem (Amor) pudesse triunfar sempre. Penso que quem conseguiu atingir isto na vida terrena só foi Jesus Cristo, de resto só depois da morte, mas quando se dedicaram a escalar a montanha certa durante a vida... Será que estou a subir a montanha certa? Talvez deva antes perguntar: já tentei sair do fundo do vale, onde a vida não tem piada e é vazia e se está na perfeita apatia? Talvez um dia tenha a resposta a alguma destas perguntas e de outras que me deixam sem saber o que fazer e seguir...»
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