Partir
é, antes de mais,
sair de si mesmo.
Romper
a couraça do egoísmo
que tenta aprisionar-nos
no nosso próprio "EU".
Parir
é deixar de dar voltas
à roda de si mesmo,
como se fosse esse
o centro do mundo
e da vida.
Parir
é não se deixar encerrar
no círculo dos problemas
do pequeno mundo a que pertencemos,
qualquer que seja a sua importância.
A humanidade é maior.
E é a ela que devemos servir.
Partir
não é devorar quilómetros,
atravessar os mares
ou alcançar velocidades supersónicas.
É, antes de mais, abrir-se aos outros, descobri-los,
ir ao seu encontro.
Abrir-se a outras ideias mesmo às que se opõem às nossas.
É ter o ar de um bom caminhante.
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