Bem Vindo

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Dizes «eu amo-te»?

Dois irmãos brincavam em frente de casa, jogando bolinhas de gude. Quando o Júlio, o menino mais novo, disse ao irmão Ricardo:
- Meu querido irmão, eu amo-te muito e nunca quero separar-me de ti!
Ricardo, sem dar muita importância ao que o Júlio disse, pergunta:
- O que queres moço? Que conversa sem sentido é essa de amar? Queres calar a boca e continuar a jogar?
E os dois continuaram a jogar a tarde inteira até anoitecer.
Á noite, o senhor Jacob, pai dos garotos, chegou o trabalho. Estava exausto e muito mal humorado, pois não havia conseguido fechar um negócio importante...
Ao entrar, Jacob olhou para o Júlio, que sorriu para o pai e disse:
- Olá papá, eu amo-te e não quero nunca separar-me de ti!
Jacob, no auge do seu mau humor e stress, disse:
- Júlio estou exausto e nervoso. Então, por favor, não me venhas com parvoíces!
Com as palavras ásperas do pai, o Júlio ficou magoado e foi chorar no canto do quarto. A dona Joana, mãe dos garotos, sentindo a falta do filho foi procurá-lo pela casa, até que encontrou-o no quarto com os olhos cheios de lágrimas.
A dona Joana, espantada, começou a enxugar as lágrimas do filho. E perguntou:
- O que foi Júlio? Por que choras?
O Júlio olhou para a mãe, com uma expressão triste e disse-lhe:
- Mamã, eu amo-te muito e não quero nunca separar-me de ti!
A dona Joana sorriu para o filho e disse-lhe:
- Meu amado filho, ficaremos sempre juntos!
O Júlio sorriu, deu um beijo na sua mãe e foi deitar-se.
No quarto do casal, ambos preparando-se para deitar-se, dona Joana perguntou para o seu marido Jacob:
- Jacob, o Júlio está muito estranho, não achas?
Jacob, muito stressado com o trabalho, disse à esposa:
- Esse rapaz só está querendo chamar a atenção... Deita-te e dorme mulher!
Então, todos recolheram-se e todos dormiam sossegados.
Às duas horas da manhã, o Júlio levanta-se e vai ao quarto do seu irmão Ricardo e fica observando-o a dormir... Ricardo, incomodado pela claridade, acorda e grita com o Júlio:
- Estás louco! Apaga a luz e deixa-me dormir!
O Júlio, em silêncio, obedeceu ao irmão, apagou a luz e dirigiu-se ao quarto dos pais...
Chegando lá, acendeu a luz e ficou observando o seu pai e a sua mãe dormirem. Jacob acordou e perguntou ao filho:
- O que aconteceu Júlio?
- Júlio, em silêncio, só balançou a cabeça em sinal negativo, respondendo ao pai que nada havia ocorrido. Daí, Jacob, irritado, perguntou ao Júlio:
- Então, o que foi?
Júlio continuou em silêncio. Jacob, já muito irritado, berrou:
- Então vai dormir seu doente!
Júlio apagou a luz do quarto, dirigiu-se ao seu parto e deitou-se. Na manhã seguinte todos levantaram-se cedo. Jacob iria trabalhar, a dona Joana levaria as crianças à escola. E o Ricardo e o Júlio... Mas o Júlio não se levantou.
Então, Jacob, que já estava muito irritado com Júlio, entra bufando no quarto do rapaz e grita:
- Levanta-te seu vagabundo!!!
O Júlio nem se mexeu. Então, Jacob avança sobre o rapaz e puxa com força o cobertor do menino com o braço direito levantado, pronto para dar-lhe um estalo, quando percebe que o Júlio estava com os olhos fechados, e que estava pálido.
Jacob, assustado, colocou a mão sobre o rosto do Júlio e pôde notar que o seu filho estava gelado. Desesperado, Jacob gritou, chamando a esposa e o filho Ricardo, para verem o que havia acontecido com Júlio... Infelizmente o pior.
O Júlio estava morte e sem qualquer motivo aparente. A dona Joana, desesperada, abraçou o filho morto e não conseguia nem respirar de tanto chorar. Ricardo, desconsolado, segurou firme a mão do irmão e só tinha forças para chorar também.
Jacob, em desespero, soluçando e com os olhos cheios de lágrimas, percebeu que havia um papelinho dobrado nas pequenas mãos do Júlio. Jacob, então, pegou no pequeno pedaço de papel. E havia escrito algo com a letra do Júlio.
«Na outra noite Deus veio falar comigo através de um sonho. Disse-me que, apesar de amar muito a minha família e de ela amar-me, teríamos que separar-nos. Eu não queria isto, mas Deus explicou-me que seria necessário. Não sei o que vai acontecer, mas estou com muito medo. Gostaria que ficasse claro apenas uma coisa: Ricardo, não te envergonhes de amar o teu irmão. Mamã, és a melhor mãe do mundo. Papá, de tanto trabalhares, esqueceste-te de viver. Amo-vos a todos!!!»

Quantas vezes não temos tempo para parar e amar, e receber o amor que é-nos oferecido? Talvez quando acordarmos possa ser tarde demais... Mas ainda há tempo!

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