Ia eu pedindo de porta em porta, pelo caminho da rua da aldeia, quando o Teu carro de ouro apareceu ao longe, como um sonho magnífico. Eu perguntava-me, maravilhado, quem seria aquele rei dos reis.
As minhas esperanças voavam até ao céu, e pensei que os meus dias maus tinham acabado. E fiquei a aguardar esmolas espontâneas, tesouros espalhados pelo chão.
O Teu coche parou ao meu lado. Olhaste-me e baixaste os olhos sorrido. Senti que a felicidade da vida tinha chegado finalmente para mim. E logo TU estendeste-me a mão, dizendo: «Podes dar-me alguma coisa?»
Oh, que lembrança da Tua realeza! Pedires a um mendigo!
Eu estava confuso e não sabia o que fazer… Depois, tirei devagar o meu saco um grãozinho de trigo e dei-to.
Mas que surpresa minha, quando à tarde, ao esvaziar o meu saco no chão, encontrei um grãozinho no montão da minha miséria!
Como chorei amargamente não ter tido coração para Te dar tudo!
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